O nome Aloreña respeita a grafia de seu país de origem, a Espanha. Na Itália é chamada de Alorea.

Esse cultivar, cujas referências encontramos desde tempos muito antigos, também é conhecida pelos nomes “Arola” e “Manzanilla de los Ranchos”. Eventualmente é confundida com a “Manzanilha“.

Origem e tamanho da cultura

Autóctone da Espanha, seu cultivo concentra-se na região centro-sul da província de Málaga e ocupa aproximadamente 20.000 hectares.

DOP – Designação de Origem Protegida

A Aloreña foi a primeira azeitona de mesa espanhola a receber DOP – Designação de Origem Protegida pela UE – União Europeia em 2012.

Ainda hoje a produção ocorre em pequenas propriedades familiares, o que garante a rastreabilidade de origem.

Características da Aloreña

A Aloreña é uma variedade de baixo vigor, mas capaz de produzir de forma constante e boas quantidades.

É considerada muito pouco rústica, ou seja: Uma árvore mais susceptível a pragas e a extremos do solo e clima. Muito sensível ao “olho de pavão” e seca.

Além da produção, outra grande vantagem é a facilidade de soltura do fruto da oliveira, o que propicia a colheita mecanizada.

Suas folhas

Suas folhas possuem o formato elíptico lanceolado, com comprimento e largura médios. Curvatura longitudinal hiponástica.

Cor verde escuro em cima e verde amarelado embaixo.

O fruto – A azeitona

Foto: Universidade de Córdoba

O fruto, confundido com o da Manzanilha, é de fácil colheita, mas com polpa delicada difícil de soltar do carroço.

É muito apreciado como azeitona de mesa quando colhido verde, sendo simples a transformação em conserva com o fruto “partido”.

Observação: Os frutos de maior tamanho devem ser partidos de forma a permitir que a salmoura penetre melhor na polpa. Caso contrário teriam de ser utilizados produtos químicos, como a soda cáustica, a fim de amaciar a azeitona.

Maior vocação

É prioritariamente consumida em conserva. Azeitona de mesa.

O azeite

Apesar do ter de azeite ser médio, o mesmo é de baixa qualidade, logo não é comum a produção de azeite com a Aloreña.

Resumo do CULTIVAR

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