Sítio situado a 1.500 metros de altitude no Sul de Minas na Serra da Mantiqueira. Lá encontramos condições adequadas para o plantio de nossas oliveiras. Por exemplo: Inclinação média do terreno entre 10° e 20° voltada para o norte, o que no hemisfério sul significa mais luz do sol. Terra sem excesso de material orgânico e com boa drenagem, frio necessário… Ou seja: característica edafoclimática perfeita.

VILA OLIVA

A Vila Oliva é o nosso laboratório, onde faremos as experiências e testes, levando em consideração tudo o que temos aprendido sobre o cultivo das oliveiras. Acrescentamos aquilo que julgamos ser correto dos “novos” e antigos pensamentos, bem como trouxemos para nosso sítio práticas agro florestais. Ao longo do tempo, compartilharemos no blog as novidades e descobertas que formos fazendo.

Estamos tratando nossas oliveiras da maneira mais natural possível. Até a aplicação de veneno para formigas cortadeiras é restrita a fora da área do plantio – onde utilizamos apenas métodos mecânicos de combate. Já chegamos a experimentar chumaços de algodão na base das mudas, para impedir que as formigas consigam acessar. Funciona bem, mas acaba se tornando inviável, pois deve ser trocado a cada chuva. A água compacta o algodão e este deixa de ser uma barreira natural para as formigas.

Um método conhecido há muito tempo por quem trabalha na roça, que é utilizar o próprio capim cortado como barreira para as formigas, acabou sendo mais eficaz, mesmo tendo que renovar a “barreira” de tempos em tempos.

Um dos nossos objetivos é a produção orgânica, respeitando a fauna e flora locais.

– Todos os pés são irrigados e fazemos controle de umidade resultante dessa irrigação. Veja nosso estudo sobre irrigação na Serra da Mantiqueira. O próximo lote de mudas não terá irrigação, acompanhando o que tem se praticado na serra da Mantiqueira, para podermos comparar a evolução no mesmo local e com tratamento análogo.

Gotejador e algodão

– Em várias árvores estamos cultivando leguminosas junto as oliveiras. Até agora, as que apresentaram melhor resultado foram o feijão guandu, verde e branco. O responsável por cuidar das árvores já colheu e cozinhou, mas sobrou o suficiente para o replantio após o inverno.

– A aplicação de calcário dolomítico nas três semanas que antecederam a plantação das mudas apresentou um resultado muito bom, pois o PH médio está em 7,2. Já iniciamos também a aplicação de esterco de bovino curtido e, até o final do ano, esperamos equilibrar o PH em 6,5.

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