O surgimento das denominações, certificações e homologações tem por objetivo mais do que coibir que produtos falsificados sejam confundidos com os originais. Talvez a maior missão seja definir e garantir melhor a qualidade e características de um produto. Quer seja quanto a origem e qualidade da matéria prima, quer seja quanto ao processo de produção.
Não era uma certificação, mas quase!
Há muito tempo, e ainda hoje para os que moram perto de um local de produção, as pessoas conheciam os produtores e a origem dos produtos que consumiam. Com o afastamento entre produtor e consumidor, diga-se colocar um ou vários atravessadores no meio, a garantia de qualidade dos produtos foi comprometida. Essa situação foi agravada com o aprimoramento da logística, que dispões os mais variados produtos juntos em um mesmo mercado.
Então, durante o Império Romano, a elite de Roma queria ter certeza da qualidade dos produtos recebiam dos diversos cantões do império. Naquela época algumas precauções foram tomadas. Por exemplo, quanto ao azeite, registravam-se a origem e peso do azeite nas ânforas.
Essas ânforas advindas de diversas localidades, mas especialmente da Espanha, eram destruídas e depositadas em terreno que com o passar dos anos tornou-se o monte Testácio em Roma. São aproximadamente meio milhão de toneladas de material cerâmico. Estima-se um total de 25 milhões de ânforas.
Corte no Monte Testácio – Roma – Itália
Começando a explicar “DO”, “DOP”, “DOC”…
Já falamos um pouco sobre DOP (Denominação de Origem Protegida) e DOC (Denominação de Origem Controlada) na publicação sobre “Terroir”, e que às vezes os termos são confundidos pela semelhança no uso.
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