A Espanha é conhecida por sua produção de azeitonas e azeite dispare de qualquer outro país. Também possui um enorme acervo de cultivares, perdendo apenas para a Itália. São 578 contra 644 cultivares registrados na Itália.

Origem e cultivo

Ambas são originárias e com cultivo majoritário na Espanha. A Carrasqueño de la Sierra (C. Sierra) é típica da região de Córdoba, mais especificamente ao norte da Sierra Morena. O cultivar Caspolina é natural e mais cultivado em Zaragoza.

Areas of origin and cultivation
Áreas de origem e cultivo

1) Apesar do cultivar A C. Sierra também estar presente em Servilha e Granada, seus maiores olivais estão ao Norte da Sierra Morena, em especial em Sierra e Valle de los Pedrochos), com aproximadamente 3.500 Ha (2018): 2.892 hectares. na região da Sierra e 468 hectares no Valle de los Pedroches, que representa 1,1% do olival provincial.

Sierra Morena
Sierra Morena

2) O cultivar Caspolina também se encontra em Huesca e Teruel, mas os maiores olivais estão em Zaragoza, com aproximadamente 1.000 ha (2018).

Caspolina and Huesca region
Caspolina e região de Huesca – Fotos site: Variedades de olivo de la provincia de Huesca – http://epsh.unizar.es/

Curiosidade: O nome “Caspolina” vem do nome da cidade de “Caspe”, que fica ao sudeste da região de Zaragoza.

Nomes por região

Carresqueño de la Sierra
Foto: Viveros Sophie

1) O cultivar C. Sierra é conhecido nas três regiões de cultivo – Córdoba, Sevilha e Granada – como a abreviação do nome para apenas Carrasqueño, o que pode causar confusão com outros 8 cultivares que possuem em seu nome “Carrasqueño” ou “Carrasqueña (nha)”.

Obs.: O nome Carrasqueño faz alusão a uma árvore com maior robustez em suas folhas. Também há a definição como áspera.

2) O cultivar Caspolina apresenta três variações:

Na região de Zaragoza o cultivar também é conhecido como “Sevillana de Caspe”. “Sevillano” é um nome atribuído nas três regiões de cultivo e “Basta” apenas na região de Huesca. Também em Huesca é conhecida como “Gordal de Caspe”.

A designação “Sevillano” é considerada uma nomeação indevida, pois pode causar confusão com o cultivar “Gordal Sevillana”, também conhecido apenas como Sevilhano, e outros cultivares que possuem em seu nome composto referência a região de Sevilha.

O nome “Basta” se trata de uma designação equivocada, pois outro cultivar já é conhecido por esse sinônimo. Trata-se do “Cabaret”, cultivar de baixa importância econômica e presente em algumas áreas isoladas da Espanha: Navarrés e Valência. O cultivar Cabaret também é conhecido como “Basta Gorda”.

Importância dos cultivares

Tanto o cultivar C. Sierra quanto o Caspolina são classificados com de importância 2.

Lembrando: A divisão em grupos pelo grau de importância segue a seguinte classificação:

  1. São os cultivares mais importantes. Amplamente cultivados.
  2. Cultivares com cultivo secundário. Muitas vezes restrito a uma região.
  3. São cultivares cuja plantação é pequena e restrita a uma localização. Ou ainda presente em vários locais de forma isolada, sem formar olival.
  4. Cultivares com exemplares restritos, resultados de pesquisa ou oliveiras mal classificadas. Normalmente restritas a uma coleção.

Principal uso dos cultivares

As referências bibliográficas indicadas mais abaixo informam o seguinte quadro de principal utilização das azeitonas.

Referências quanto ao uso dos cultivares:

  • Barranco D., Rallo L.. Las variedades de olivo coltivadas en Andalucia, 1984. PP: 387 – Ministerio de Agricoltura y Junta de Andalucia, Madrid, Spain.
  • Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I.. World catalogue of olive varieties, 2000. PP 360. COI, Mundi-Prensa. Madrid, Spain
  • Rallo L., Barranco D., Caballero J.M., Del Rio C., Martin A., Tous J., Trujillo I.. Variedades de Olivo en España, 2005. PP: 478. Mundi-Prensa, Madrid, Barcelona, México.
  • Pannelli G. L’olivicoltura degli altri. Olivo e Olio, 2005. Vol: 4 PP: 54-61.

Morfologia e características dos cultivares C Sierra e Caspolina

* Em botânica, um mucron, também chamado de apiculus, é um ponto curto mais ou menos afiado e bem distinto que termina abruptamente. Órgãos que carregam um mucron em sua extremidade são chamados de “mucronados” ou “apiculados”. Esses adjetivos também são usados como epítetos para vários nomes científicos de plantas, animais e fungos.

Referências para Morfologia

  • Barranco D., Rallo L. Las variedades de olivo coltivadas en Andalucia, 1984. PP: 387. Ministerio de Agricoltura y Junta de Andalucia, Madrid, Spain.
  • Ministerio De Agricultura. El olivar español, 1972. PP: 148. Dirección General de la Producción Agraria, Madrid.
  • Ministerio De Agricultura. Inventario agronomico del olivar. 3: Provincia de Sevilla, 1975. Dirección General de la Producción Agraria Madrid.
  • Patac De Las Traviesas L., Cadahia Cicuendez P., Del Campo Sanchez E. Tratado de Olivicoltura, 1954. PP:: 646. Sindacato Nacional del Olivo. Madrid.
  • Priego J.M. Las variedades del olivo generalizadas en España, 1935. PP: 88. Dirección general de agricoltura, servicio publicaciones agr, Madrid, Spain
  • Trujillo I., Rallo L., Arús P. Identifying olive cultivars by Isozyme analysis. J. Amer. Soc. Hort. Sci, 1995. Vol: 120(2) PP: 318-324
  • Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I. World catalogue of olive varieties, 2000. PP: 360. COI, Mundi-Prensa Madrid, Spain.
  • Rallo L., Barranco D., Caballero J.M., Del Rio C., Martin A., Tous J., Trujillo I. Variedades de Olivo en España, 2005. PP: 478. Mundi-Prensa, Madrid, Barcelona, México.
  • Pannelli G. L’olivicoltura degli altri. Olivo e Olio, 2005. Vol: 4 Pages: 54-61.

Resistência Bióticas e Abióticas dos cultivares C Sierra e Caspolina

Observação: As resistências são medidas de 1 a 5, sendo o “5” mais resistente.

Referências sobre “Resistências Bióticas e Abióticas”

  • Barranco D., Rallo L. Las variedades de olivo coltivadas en Andalucia, 1984. PP: 387. Ministerio de Agricoltura y Junta de Andalucia, Madrid, Spain.
  • Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I. World catalogue of olive varieties, 2000. PP: 360, COI, Mundi-Prensa. Madrid, Spain.
  • Rallo L., Barranco D., Caballero J.M., Del Rio C., Martin A., Tous J., Trujillo I.Variedades de Olivo en España, 2005. PP: 478. Mundi-Prensa, Madrid, Barcelona, México.

Características adicionais

Referências sobre as características agronômicas

  • Rallo L., Barranco D., Caballero J.M., Del Rio C., Martin A., Tous J., Trujillo I. Variedades de Olivo en Espana. 2005. PP: 478. Mundi-Prensa Madrid, Barcelona, México
  • Barranco D., Rallo L. Las variedades de olivo coltivadas en Andalucia, 1984. PP: 387. Ministerio de Agricoltura y Junta de Andalucia, Madrid, Spain.
  • Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I. World catalogue of olive varieties, 2000. PP: 360, COI, Mundi-Prensa. Madrid, Spain.
  • Rallo L., Barranco D., Caballero J.M., Del Rio C., Martin A., Tous J., Trujillo I.Variedades de Olivo en España, 2005. PP: 478. Mundi-Prensa, Madrid, Barcelona, México.
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