Apesar de ser um cultivar de “pouco mérito” na região central da Espanha, local de maior cultivo, a Castellana ocupa 20% dos olivais locais.
Origem do cultivar Castellana
O cultivar Castellana surgiu na comunidade autônoma de Castilla-La Mancha (Castela-Mancha). Provavelmente seu nome tem origem na região de surgimento.

Locais de cultivo
As províncias da comunidade Castilla-La Mancha, local de surgimento do cultivar, mantém-se como locais de presença dos principais olivais, bem como a Comunidade / Província / Cidade de Madri (Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I. World catalogue of olive varieties. – 2000, Pag: 360. COI, Mundi-Prensa. Madrid, Spain), vizinha de Castilla-La Mancha.
Curiosidade
O celebre personagem de Cervantes, o Cavaleiro da Triste Figura, Don Quixote de La Mancha, surge no romance homônimo na província de Toledo, “lar de inúmero gigantes” combatidos por Don Quixote.
Área de cultivo
Na zona central da Espanha: Albacete, Cuenca, Guadalajara e Madrid) a área dos olivais do cultivar Castellana em 2010 somavam 22.000 hectares aproximadamente, ou seja: 220 quilômetros quadrados. Provavelmente mais de 4,5 milhões de árvores.
O cultivar Castellana, por se encontrar muito concentrado na região central da Espanha, é considerando o cultivar mais afastado do mar, o que para muitos é um fator positivo, pois existe a ideia de que a maresia seria ruim para o resultado de azeite.
Outras regiões de cultivo
Em menor volume é relatado o cultivo em Salamanca (município da província homônima, na comunidade autónoma de Castela e Leão), e nas localidades costeiras de Murcia (município da província e comunidade autónoma de Murcia) e Valencia (capital da província homônima, pertencente a Comunidade Valenciana).
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Sinônimos e Nomes Atribuídos Erroneamente (NAE) por região
Obs.: Não há reporte do cultivar fora da Espanha, salvo duas coleções no Marrocos.
Importância do cultivar Castellana
De pouco destaque, inclusive dentro da Espanha devido a qualidade mediana de seu azeite, mas com destaque para outros atributos morfológicos e agronômicos, o cultivar Castellana é de importância “1” em uma escala de 1 a 5.
Denominação de Origem Protegida – DOP.
É o único cultivar aceito para a produção de azeite virgem extra com a Denominação de Origem Alcarria.
Para saber mais sobre DOP e outras siglas relacionadas a proteção de produção de produtos, acesse: O QUE É DO, DOP, DOC, IGP…? – OLIVAPEDIA
Principal destinação de uso do cultivar
Todas as fontes indicam a utilização de forma exclusiva para produção de azeite. Como já vimos vários cultivares com a mesma indicação, por exemplo: Galega, Arbequina, etc., preparada artesanalmente como azeitona de mesa, mantemos nossa opinião que, apesar da indicação, os cultivares são flexíveis, mesmo que o resultado não seja o melhor.
A colheita ocorre quando a azeitona já se encontra na cor negra.
Morfologia do cultivar Castellana

Características agronômicas e resistências bióticas e abióticas

Características do azeite do cultivar Castellana
Observação: As informações desta seção referem-se a valores médios das amostras provadas e testadas.
Azeite de qualidade média, cor verde-limão, amargo pronunciado e picante. Frutados e muito aromáticos: Fruta do tipo avelã ou banana em uma base verde folhosa ou gramada. Estabilidade aceitável, geralmente é misturado com cornicabra em sua área de crescimento. Amargo 50% e picante 50%.
Mais informações
Todos os dados dessa seção foram obtidos de fonte externa de forma direta, tendo algumas partes tradução livre.
Estudo: Characterization of ‘Castellana’ Virgin Olive Oils with Regard to Olive Ripening, no periódico: HortTechnology.
Autores: Carmen Mena, Alejandra Z. González, Raúl Olivero-David e María Ángeles Pérez-Jiménez.
Link: https://journals.ashs.org/horttech/view/journals/horttech/28/1/article-p48.xml
Painel sensorial do Azeite do cultivar Castellana
Os dados representam valores médios dos óleos obtidos nas quatro safras estudadas em três safras consecutivas (2010–11, 2011–12 e 2012–13). – Citação: HortTechnology hortte 28, 1; 10.21273/HORTTECH03845-17
Composição do azeite do Cultivar Castellana
Composição de ácidos graxos de azeites virgens obtidos de ‘Castellana’ em quatro épocas de colheita. Os resultados representam os valores médios de três safras consecutivas (2010–11, 2011–12 e 2012–13).
Para saber mais, acesse: Azeite – Parte II: Composição – OLIVAPEDIA
Características físico-químicas do azeite do cultivar Castellana
Parâmetros de qualidade físico-química de azeites virgens obtidos de ‘Castellana’ em quatro épocas de colheita. Os resultados representam os valores médios de três safras consecutivas (2010–11, 2011–12 e 2012–13). Nenhuma diferença estatística foi encontrada em 5% pela análise de variância de uma via e teste de Tukey.
Para saber mais, acesse: Azeite – Parte II: Composição – OLIVAPEDIA
Composição de Esteróis
Os esteróis são os principais constituintes da fração insaponificável do azeite. A sua determinação é uma ferramenta importante para verificar a autenticidade e detectar adulterações do azeite (Vichi et al., 2001). Além disso, os perfis desses compostos podem ser usados para classificar os azeites virgens de acordo com a variedade da fruta, pois a composição de esteróis e o teor total de esteróis são afetados pela variedade, ano da safra, maturação da fruta, tempo de armazenamento da fruta antes da extração do óleo, processamento e pelos fatores geográficos (Boskou et al., 2006; Giuffré e Louadj, 2013; Gutiérrez et al., 1999; Koutsaftakis et al., 1999; Salvador et al., 2001).
Composição esterólica dos azeites virgens ‘Castellana’ obtidos em quatro épocas de colheita da azeitona. Os resultados representam os valores médios de três safras consecutivas (2010–11, 2011–12 e 2012–13). Nenhuma diferença estatística foi encontrada em 5% pela análise de variância de uma via e teste de Tukey.
Todos os dados dessa seção foram obtidos de fonte externa de forma direta, tendo algumas partes tradução livre.
Estudo: Influence of Olive Maturity and Season on the Quality of Virgin Olive Oils from the Area Assigned to the Protected Designation of Origin of “Aceite de la Alcarria” (Spain).
Autores: José E. Pardo – University of Castilla-La Mancha, Adrián Rabadán – University of Castilla-La Mancha, Mariano Suárez e Jacinto Tello
DOI:10.3390/agronomy11071439
Teor total de fenóis (mg de ácido cafeico/Kg)
Teor total de fenóis dos azeites monovarietais produzidos com as variedades de azeitonas cultivadas na DOP Aceite de la Alcarria durante as quatro safras consecutivas de azeitonas em estudo. Valores médios das amostras elaboradas em cada estação. Letras diferentes dentro de cada variedade indicam diferenças significativas entre as estações (teste de Duncan p<0,05).
















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