A oliveira e seus frutos foram citados diversas vezes no novo e antigo testamento, sem falar no Alcorão e Torá. Por exemplo: “Após o dilúvio a pomba trouxe um ramo de oliveira a Noé”:

“Pois Jeová, seu Deus, o faz entrar numa terra boa, uma terra de correntes de água, de fontes e de nascentes que fluem nos vales e na região montanhosa, uma terra de trigo e cevada, de videiras, figueiras e romãzeiras, uma terra de azeite e mel…”

Deuteronômio 8:7, 8

A citação acima, de Moisés, data de mais de 3.500 anos. Essa e outras referências fizeram com que a Oliveira se consolidasse como símbolo de paz, sabedoria, vitória, fertilidade, bem como poder e pureza. Com seus ramos era montada a Kotinos.

Kotinos - Coroa de oliveiras
Kotinos

Sua resistência a intemperes é um símbolo de “persistência” e “vitalidade”. Mesmo em condições pouco propícias, luta pela sobrevivência. A oliveira resiste à temperaturas abaixo de 0º C, bem como acima de 40ºC. Pode ser totalmente podada e, mesmo restando apenas o caule, suas folhas ressurgirão. É capaz de espalhar suas raízes por dezenas de metros, entre rochas e cascalhos, em busca de nutrientes para seguir se desenvolvendo. A profundidade de suas raízes pode ultrapassar os 6 metros.

As muito antigas tem seus caules torcidos

Sua longevidade é espantosa. Existem relatos de muitas árvores com mais de 2.000 anos e que ainda frutificam. Não existe qualquer restrição a respeito da qualidade dos seus frutos. Talvez concorra com ela, nesse quesito, apenas a Figueira.

TAXONOMIA E CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

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