Seu nome é devido a cidade onde foi desenvolvida e registrada no Sul de Minas Gerais. Uma das cidades mais importantes no desenvolvimento da olivicultura no Brasil.

É a única variedade brasileira, gera algumas controvérsias devido a sua similaridade com a Galega, variedade a partir da qual foi desenvolvida. Algumas fontes, principalmente fora do Brasil, alegam que as diferenças não são o suficiente para definir uma nova variedade.

Maria da Fé com Canários

Polêmicas a parte, a “Maria da Fé” é um cultivar registrado pela EPAMIG em 2008 e em 2010 pelo SNPC – Serviço Nacional de Proteção de Cultivares.  A alteração no genoma da Galega, fez com que a árvore seja mais adaptada as condições brasileiras, especialmente a regiões altas do Sul de Minas.

Curiosidade: A cidade de Maria da Fé, ao sul de Minas Gerais, fica um pouco acima dos 1.200 metros de altitude. Em sua zona rural ultrapassa facilmente os 1.300 metros de altitude e em alguns pontos chega a aproximadamente 1.500 metros. Isso lhe atribui o título da cidade mais fria de Minas Gerais. O número de dias ensolarados e suas baixas temperaturas no inverno tornaram a cidade um pólo para o desenvolvimento de diversas culturas, como frutas e em especial da olivicultura.

Em nossas visitas a plantações no sul de Minas Gerais e nordeste de São Paulo, observamos alguns cultivadores muito satisfeitos com essa variedade. Entretanto um número maior com intenção não cultivar ou arrancar as árvores existentes de suas terras. A conclusão que chegamos, e confirmada por técnicos da EPAMIG, é que a variedade se adapta bem a alta altitudes: acima de 1.700.

Não temos relatos de plantio em outros estados.

É uma árvore que devido suas características rústicas pode atingir 6 m de altura se não for podada. Muito resistente a variações climáticas.

Suas folhas são pequenas e no formato lanceolado. Sua folha é verde em cima, mas prateada em baixo. É rustica e gera uma alta produção quando plantada a grandes altitudes (a paritr de 1.700 metros), contudo rende um baixo percentual de azeite por quilograma de azeitona, em média apenas 7%.

A inflorescência em geral possui quatro pétalas brancas protegidas por quatro sépalas verdes.

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