Foto “Spoolivi – Società Pesciatina d’Olivicoltura”

Foto cortesia de www.spoolivi.com

A Grappolo, também conhecida como Frantoie a Grappoli, teve sua origem na província de Pistoia, Itália.

Seu nome em italiano significa “cluster” / “agrupamento” / “cacho”. Provavelmente devido a sua inflorescência apresentar até 5 azeitonas.

É uma árvore robusta e densa, entretanto seus ramos são pendentes. Aliada a relativa dificuldade de desprendimento do fruto da árvore, não é recomendado, nem tem sido utilizado em cultivos intensivos ou superintensivos com colheita mecanizada.

Possui resistência e produtividade muito elevadas, mesmo abortando aproximadamente 25% das flores.

Para quem busca um cultivar com alta produtividade,  a Grappolo pode ser uma boa opção. A boa produção de azeitonas por árvore é acompanhada de um bom rendimento em azeite. Essas características tendem a ser constantes, ou seja: Com pouca influência da “bianualidade” normal entre as oliveiras, contudo é autoincompatível, ou seja: Precisa de outra árvore para polinização, preferencialmente outro cultivar. Dente as opções no Brasil a melhor é Arbequina inclusive para polinização cruzada. Ainda é possível com Alto D’Ouro (também indicada para enxertia),  Negroa, Cordovil de Serpa e Ropades 392.

As sensações transmitidas pelo azeite da Grappolo são frutado verde, picante, com notas amargas e sabor marcante.

Difundiu-se de forma modesta em Florença. Não possui uma grande disseminação pelo mundo, mas está presente em alguns países da Europa, Estados Unidos e Brasil. No Brasil teve uma boa adaptação e é alvo de estudos.

É vigorosa e com densidade de copa média, com produção constante e elevada, não sujeita a bi anualidade. Muito resistente ao frio e ao “Olho de Pavão”.

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