
A bandeira foi criada por Sharif Hussein para ser utilizada em uma revolta árabe contra o Império Otomano em 1916. Em 1917 foi utilizada pelo movimento nacionalista árabe. Em novembro de 1988 foi adotada pela Organização para Libertação da Palestina (OLP).
O que é a Palestina?
É difícil escrever qualquer coisa sobre a Palestina sem citar as atrocidades ocorridas contra seu povo e território.
Tudo começa com uma decisão arbitrária da ONU em criar no local duas nações no território que era controlado pelo Império Britânico em 1948. Surgiu Israel para os Judeus, Manteve-se a Palestina para os Árabes e Jerusalém seria, pelo sua importância religiosa, uma cidade “Internacional”.

A decisão da ONU foi mais que arbitrária e apenas ocorreu por funções chave estarem sob o comando de Judeus.

Justificativa para tomada do território palestino
Uma das justificativas encontradas é de que era uma região inabitada, abandonada a própria sorte. Hoje essa visão só faz eco em grupos judeus fanáticos e igrejas protestantes que tem como única verdade a linha religiosa sionista-cristã.
O que fazer com as pessoas cujos antepassados já habitavam milenarmente a região? Quem sabe um plano realocação com compensação, mesmo que imposta? O caminho foi mais curto como relata o jornalista JUDEU Benny Morris:
“Famílias palestinas inteiras foram perfuradas por balas […] homens, mulheres e crianças foram chacinados à medida que saíam de suas casas; indivíduos eram postos de lado e assassinados. A inteligência da Haganah relatou: ‘Havia pilhas de mortos. Alguns dos detidos, levados a locais de encarceramento, incluindo mulheres e crianças, eram cruelmente assassinados por seus captores’[…]”.
Benny Morris
A distorção criada por algumas linhas de Judeus é frágil e injusta, comparável a qualquer mentalidade imperialista disposta a cometer genocídio.
Chegam a afirmar que antes da determinação da ONU nunca houve um estado Palestino.

As propostas de paz são convenientes após a expulsão dos habitantes. A população da Palestina era de quase um milhão de pessoas no início dos anos 1950.
MAS ISSO AQUI É UM BLOG SOBRE OLIVEIRAS!!!
Então falando sobre oliveiras: Vários são os relatos de tropas de Israel destruindo oliveiras milenares, e outras culturas, em território que ainda era palestino, forçando a migração pela fome e desertificação do solo.

O mapa acima não retrata a realidade atual, pois mais territórios já foram ocupados por Israel depois de 2012.
Meio do Fim – Guerra de 1967
A guerra conhecida também como árabe-israelense envolveu Israel e os países árabes Síria, Egito, Jordânia e Iraque, com apoio do Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Suldão. Tratou de uma resposta a contrariedade quanto a fundação do Estado de Israel. Israel saiu vitorioso com a tomada da faixa de Gaza e território da Cisjordânia. Os árabes sofreram 18.000 baixas, enquanto do lado de Israel apenas 766. Ao final do conflito, a ONU, na determinação 242, define a saída de Israel dos territórios ocupados. Israel, diferentemente a decisão da ONU de 15 anos antes, ignora essa decisão e pões em check a continuidade da existência do Estado Palestino.

O número de palestinos em Israel, na Faixa de Gaza ocupada, em Jerusalém Oriental ocupada e na Cisjordânia ocupada é agora estimado em mais de 5,3 milhões, ultrapassando a população judaica de 5,2 milhões.
Antes do holocausto Sionista
A região tem uma história complexa, justamente por estar próxima ao berço de grandes religiões e civilização.
Já esteve sob o controle de egípcios e gregos antigos, babilônios e persas. Várias correntes religiosas já foram representadas em uma das regiões na qual surgiu a civilização.
A região inicialmente era conhecida como Canaã e refere-se a “Cã”, um dos filhos de “Noé, a duodécima geração após Adão”. Conta-se que Cã foi amaldiçoado por Noé, o condenando a ser “servo dos servos…”. Dada a interpretação da mitologia, seria uma previsão de que os filhos de Abraão herdariam a terra dos cananeus.
Por volta de 1500 a.C. Os Hebreus (ancestral dos judeus) chegam a região em 12 tribos que foram reunidos por Davi em torno do ano de 1000 a.C. Em 922 a.C. O reino foi dividido entre Israel e Judá (de onde surgiram os judeus). O primeiro, Israel foi dominado pelos assírios e o segundo pelos babilônios.
Na época de Jesus, o território fazia parte do grande Império Romano, quando foi tomado pelos cristãos por volta de 300 d.C. quando houve um forte povoamento de Jerusalém.
Para completar a grande mistura da etnia palestina, no século VII os árabes muçulmanos invadiram a região, dominando-a até o século XX. Em 1917 a Grã-Bretanha assumiu o controle da região, até 1948.
Ligação dos povos com as oliveiras
Todos os povos, independente de crenças ou origens, que passaram e permanecem na região tem na Oliveira uma relação de dependência quase sagrada por todos os benefícios que a árvore trás. A exceção foi a Inglaterra, mas que não chegou a moldar a sociedade nem hábitos nos 31 anos de permanência.
Ainda hoje, aproximadamente 100.000 famílias palestinas dependem das oliveiras para sobreviverem.

Origem das Oliveiras na Palestina
A Palestina está dentro da área que é considerada como provável domesticação das oliveiras, logo o início de seu cultivo fica dentro ou muito próximo da própria história do cultivo há mais de 6000 anos. Há quem estime 8.000 anos.

Cultivares autóctones
São atribuídos registro de 6 cultivares a Palestina. A se considerar que dos 28 cultivares registrados como sendo autóctones de Israel, grande parte já estava no território antes da invasão de 1948.

* Importância:
- Principais
- Secundárias, pouco cultivadas
- Minoritárias. Cultivadas em pequenas zonas de forma dispersa e não contínua.
- Especiais. Oliveiras únicas, ou poucos indivíduos, cujo objetivo pode estar ligado a Estudos, em fase de classificação. Oliveiras muito pouco conhecidas.
** Nabali Baladi é um cultivar que representa 90% das oliveiras da Palestina, com 9 milhões de árvores na Cisjordânia e 0,2 milhões em Gaza. Seu nome traduzido seria: ‘da terra de Nablus’, ou seja, refere-se à sua origem nesta cidade palestina – Em Nablus existe uma forte tradição na fabricação de sabão a partir de azeite. É sem dúvida o mais importante cultivar Palestino.
Al Badawi – Uma oliveira muito antiga
Uma oliveira na Palestina é uma candidata a mais antiga do mundo. Infelizmente não é possível se comprovar cientificamente, contudo em 2010 duas equipes, uma da Itália e outra do Japão chegaram à conclusão de que a árvore está entre 3.000 e 5.500 anos de idade.
Essa senhora idosa ainda produz 400 Kg de azeitonas, e em época de melhores regimes de chuva: 600 Kg todos os anos.

Oliveiras palestinas nas áreas invadidas
De acordo com as Nações Unidas, aproximadamente 45% das terras agrícolas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza contêm oliveiras, proporcionando renda para cerca de 100.000 famílias.
“Os palestinos estão presos à oliveira… …A oliveira é parte da nossa resistência e parte da nossa religião. Com a oliveira vivemos, e sem ela não vivemos.”
Salah Abu Ali – Olivicultor e guardião da Al Badawi
Nablus – Onde o sabonete de azeite surgiu.
O registro mais antigo mais antigo da fabricação de sabonete a partir do azeite, data do século X. A referência associa a cidade de Nablus, a 63 Km ao norte de Jerusalém, como a origem da prática.

Hoje Nablus está dentro de uma região invadida por Israel, a Cisjordânia. Em 2016 a população era de mais de 134.000 pessoas, a grande maioria palestinos.

No século 14 o sabonete fabricado em Nablus já era muito famoso e requisitado no oriente e continuou ganhando fama internacional. Chegou a ser “premiado” pela Rainha Elizabeth I (1533 – 1603) da Inglaterra.
Como consequência do estabelecimento do Estado de Israel e a invasão do mesmo na Cisjordânia, apenas 2 fábricas de sabão e sabonete sobreviveram das 30 que existiam anteriormente. Parte dada a redução dos olivais arrancados pelos Israelenses para assentamentos, infraestrutura, bases militares e cerca de proteção.

Produção e consumo de azeite e azeitona de mesa na Palestina
Observação: Os valores de 2020 são estimados.


Competição internacionais de azeite pela Palestina
Não há registro de qualquer participação de produtores palestinos no concurso que tomamos com referência, o NYOOC- New York Olive Oil Competition.





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