Com 644 cultivares registrados, a Itália esbanja em quantidade de variedades, sabor e composição das azeitonas de suas oliveiras.

A Cassaliva é um cultivar vigoroso e com produtividade elevada. A entrada em produção é considerada em tempo médio, sendo popular como polinizadora em regiões onde é cultivada.

Origem do cultivar Casaliva

O cultivar Casaliva é autóctone da Itália, mais especificamente da região de província de Bréscia, aproximadamente 1.262.396 habitantes, da região da Lombardia com cerca de 10.088.484 habitantes e cuja capital é a cidade de Milão.

Region of Lombardy and its provinces - Origin cultivar Casaliva
Região de Lombardia e suas províncias – Origem cultivar Casaliva

Cultivares da Itália

A Itália possui registrados 644 cultivares (“variedades”) de oliveiras, sendo de longe o país como maior número de cultivares registrados.

distribution of cultivars by countries
Distribuição cultivares por países

Nota: Em breve publicaremos um estudo completo sobre os cultivares registrados na Itália.

Importância do cultivar Casaliva

Apesar de ser considerado um cultivar de importância maior, sua presença na região em torno do lago de Garda, o maior da Itália.

Sua importância deve-se as características agronômicas, químicas e organolépticas.

Sendo assim o cultivar Casaliva é um dos principais na região de cultivo para produção de azeite.

Principais regiões atuais de cultivo

Sua maior importância permaneceu na Itália, nas regiões abaixo.

Casaliva's main growing places
Principais locais de cultivo da Casaliva
Growing sites and collections
Locais de cultivo e coleções

Sinônimos do cultivar Casaliva

Synonyms of cultivar Casaliva
Sinônimos do cultivar Casaliva

Além dos sinônimos acima também encontramos algumas variações sem identificação de localidade: Casalivo, Drissar, Drizar.

Ainda: Existe a referência da presença na Tunísia sob o nome de Casssalino:

– Msallem M., Olive cultivars in Tunisia, Personal communication 1995.

Principal uso do cultivar Casalino.

Como já comentado em outras postagens, mesmo quando um cultivar é utilizado apenas para um propósito, não significa que não possa servir ao outro. Ou seja: um cultivar como a Casaliva que é indicado para produção de azeite, pode ser tratado para servir em conserva, ou seja: azeitona de mesa.

O que normalmente define o uso de um cultivar para produção de azeite é o percentual de óleo no fruto, bem como o sabor dele.

Para azeitona de mesa o que se busca são as azeitonas maiores, que normalmente possuem menos óleo em sua composição, bem como o sabor.

Morfologia do cultivar Casaliva

Morphology of the cultivar Casaliva
Morfologia do cultivar Casaliva
Leaf, olive and stone of the cultivar Casaliva
Folha, azeitona e caroço do cultivar Casaliva

Características agronômicas e resistências bióticas e abióticas

Characteristics to cultivate Casaliva
Características cultivar Casaliva

Características do azeite do cultivar Casaliva

Observação: As informações desta seção referem-se a valores médios das amostras provadas e testadas.

Aroma:

  • Amêndoa 9%
  • Erva aromática 9%
  • Alcachofra 9%
  • Grama cortada 18%
  • Frutado 27%
  • Tomate 27%

Sabor do óleo

  • Amargo 42 %
  • Picante 42%
  • Doce 14%
  • Composição química do azeite
  • Ácido araquídico: Médio
  • Ácido behênico: Baixo
  • Ácido eicosenóico: Alta
  • Ácido eptadecanóico: Baixo
  • Ácido eptadecenóico: Baixo
  • Ácido Lignocérico: Baixo
  • Ácido linoleico: Baixo – Médio
  • Ácido linolênico: Médio
  • Ácido mirístico: Baixo
  • Ácido oleico: Alta
  • Ácido palmítico: Médio
  • Ácido palmitoleico: Baixo
  • Ácido esteárico: Médio
  • Número de peróxido: Baixo
  • Polifenóis em óleo (total): Médio

Informação complementar: Oleico 79-80% Palmítico 11,5-11 % Linoleico 5,56-5 % Polifenóis totais: 238 a 202 ppm.

Observação: Para saber o que representa cada componente, acesse: Azeite – Parte II: Composição – OLIVAPEDIA

Clones

Existem dois clones do cultivar Casaliva: Casaliva M e Casaliva AG1.

Referência da composição do azeite:

Bassi D., Il germoplasma dell’olivo in Lombardia- Quaderni della ricerca n. 25, 2003 – Pages: 88. Regione Lombardia, Milano, Italy