A Arauco, também conhecida como Criolla ou Olivo Viejo, é uma variedade típica da Argentina, mas também é cultivada no Brasil.

A variedade foi obtida a partir da introdução na Argentina de oliveiras oriundas da Espanha. Semelhante à chilena Azapa e à peruana Sevillana,  algumas fontes chegam a indicar a Arauco como sendo um sinônimo para Azapa, porém isso não está correto.

A região do Vale do Arauco, no norte da Argentina, cedeu seu nome para este cultivar. Foi a região de “estabilização” da mesma e é a maior produtora desta variedade.

A Oliveira da Arauco

Esta oliveira responde bem à locais quentes e áridos. É parcialmente auto-compatível. Logo, para produzir, necessita de um polinizador. Algumas variedades possíveis para polinização são: Manzanilla, Arbequina, Pendolino, Morchiaio e Ascolana.

A floração ocorre em tempo médio, sendo que possui uma tendência a produção – apesar de alta – em anos alternados. O aborto dos ovários é pequeno e a produção ocorre em tempo médio.

É muito sensível ao frio e a diversas doenças, mas resistente a solos com alto teor de sal, secos e com calcário.

A Azeitona da Arauco

Maior vocação: Mesa.

O fruto grande denuncia sua maior vocação: em média 4,77 g. Durante a colheita é difícil de ser arrancada da oliveira, requerendo prática de quem colhe a fim de não machucar os frutos.

A polpa é  consistente, mas com baixo teor de óleo, o que facilita o desprendimento do caroço.

Seu frutos amadurecem do verde ao preto, passando pelo amarelo avermelhado e vermelho vínico.

Relação epicarpo + mesocarpo ÷ endocarpo = 8,0.

O Azeite da Arauco

Não localizamos registro de azeites com esta variedade. Contudo, não duvidamos que já tenha sido utilizada para a produção de algum azeite artesanal. Alguém já testou? 🙂

Uma azeitona popular

Enquanto é difícil encontrarmos azeites argentinos no Brasil, a Arauco é presença certa nos supermercados do Sul e Sudeste do Brasil. Com valor mais acessível que a chilena Azapa, é uma boa opção para a macarronada de domingo.

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