A origem da bandeira da Turquia não é conhecida de forma precisa, tal como a olivicultura na Turquia. O formato atual é utilizado desde 1876, e apresenta basicamente o símbolo do Islã, que era e é a religião predominante na região conhecida como Ásia Menor e onde a Turquia tem seu território. É possível que a atual bandeira tenha inspiração em uma das diversas bandeiras do Império Otomano – cada dinastia tinha a sua.

É possível que a atual bandeira tenha inspiração em uma das diversas bandeiras do Império Otomano – cada dinastia tinha a sua.

Bandeira do exército com o crescente, conforme descrito em uma ilustração de 1721 de Ata’i Hamse

A lua crescente e a lua começaram a ser utilizadas após a conquista de Constantinopla em 1453.

Originalmente as bandeiras otomanas eram verdes, contudo, definida como vermelha no ano de 1793 por decreto, tornando-se padrão no reinado de Selim III, assim como foi adicionada uma estrela com oito pontas.

A estrela de 5 pontas surgiu apenas na década de 1840.

A lua crescente e a lua começaram a ser utilizadas após a conquista de Constantinopla em 1453.

Originalmente as bandeiras otomanas eram verdes, contudo, definida como vermelha no ano de 1793 por decreto, tornando-se padrão no reinado de Selim III, assim como foi adicionada uma estrela com oito pontas.

Lendas sobre a bandeira turca:

– Sonho profético de um sultão otomano, onde surgia em seu peito, uma lua e uma estrela. Seria um presságio da conquista de Constantinopla, confirmado por ter sido visto no céu uma lua e uma estrela após a conquista da cidade pelo sutão Maomé II, o Conquistador.

– A mais aceita conta que o fundador da república turca, Mustafa Kemal Atatürk, caminhava a noite pelo campo de batalha, após ter ganho a guerra pela independência da Turquia, e percebeu o reflexo da lua crescente em uma poça de sangue, tornado assim minguante.

Onde fica a Turquia

A Turquia ocupa um lugar privilegiado na história passada e no presente. Liga de certa forma o Ocidente e o Oriente, fazendo um corredor de comunicação entre a Europa e a Ásia.

Localização da Turquia

A Turquia faz fronteira com a Grécia, Bulgária, Geórgia, Azerbaijão, Armênia, Irã, Iraque e Síria. É banhada pelos Mares Egeu, Mediterrâneo e Morto.

A Turquia é o 37º maior país do mundo com uma extensão territorial de 783.562 km², desses 10.186 Km² de águas territoriais.

Divisão dos hemisférios

Apesar de oficialmente a divisão entre o ocidente e oriente seja o meridiano de Greenwich (0º00’00”), dessa forma teríamos a Itália, Espanha e vários outros países como estando no oriente. Na prática convencionou-se definir o meridiano que passa sobre Istambul (28°56′58″ E), antiga Constantinopla, como divisor entra o ocidente e oriente. Isso se deve a história e as diferenças culturais entre os países a oeste e leste desse meridiano.

Division of the Western and Eastern Hemispheres
Divisão dos hemisférios-ocidental e oriental

População

Em termos de etnia, considera-se que 76% da população seja “turca”, 15,7% “curda”, e 8,3% de etnias diversas. Entretanto devido ao histórico do país, não é possível determinar dentre os turcos o grau de precisão nessa classificação.

Turkish population growth estimated to 2100
Crescimento da população Turca com estimativa até 2100

Por possuir um alto fluxo emigratório, a taxa de crescimento é de apenas 0,7%, contudo a natalidade é o dobro do número de óbitos.

Em 2021 a idade média da população turca era de 32,2 anos, e a expectativa de vida de 76 anos.

A densidade populacional da Turquia é de 110 hab./km² aproximadamente, mas não de forma homogênea. O Estreito que separa a Europa da Ásia (Bósforo) concentra o maior número de pessoas. Apenas Istambul, antiga Constantinopla, fica localizada nesse estreito concentrando mais de 15 milhões de pessoas. A segunda maior população encontra-se na região banhada pelo mar Egeu (sudoeste). Vide a distribuição por densidade na imagem abaixo.

Turkish population density in 1990
Densidade populacional Turca em 1990

Setenta e sete por cento da população vive em áreas urbanas, sendo cinco milhões na capital do país, Ancara. As demais cidades mais populosas são Esmirna, Bursa, Adana e Gaziantepe. Todas possuem masi de um milhão de habitantes e situam-se nos litorais sul e sudoeste.

Observação: A maior concentração de curdos encontra-se a sudeste do país.

Anatólia ou Ásia Menor

A região conhecida como Anatólia, península anatoliana, ou ainda como Ásia Menor, é representada por uma protrusão a oeste da Ásia.

A Turquia atual quase que se confunde com a Anatólia.

É quase consenso absoluto de que as oliveiras forma “domesticadas” nessa região, criando nova espécie que domina a produção mundial de azeitonas para mesa como para produção de azeite, a olea europaea aproximadamente a 6.000 anos.

Para saber mais acesse: A Origem Da Cultura das Oliveiras – OLIVAPEDIA

A maior parte dessa região é composta pela atual Turquia, e é banhada pelo mar Negro ao norte, o mar Mediterrâneo ao sul, e do mar Egeu, a oeste.

A Turquia fica localizada pouco acima da região conhecida como “Crescente Fértil”, nome dado devido ao formato de uma lua crescente e os rios que tornavam a região muito favorável ao plantio, sendo um dos pontos de fixação do homem no início da civilização há aproximadamente 10.000 anos atrás.

Ainda que em outros locais a humanidade também tenha dado início a assentamentos, as vilas e cidades criadas na região determinaram o que definimos hoje como civilização moderna, com escrita, criação de moedas, impostos, etc..

Para saber mais acesse: Crescente Fértil – OLIVAPEDIA

Entre as latitudes 42º 5” e 35º 50” norte. Absolutamente dentro da faixa de latitude clássica para cultivo de oliveiras: entre 30º e 45º tanto no hemisfério Norte quanto no hemisfério Sul.

"Ideal" latitudes for olive growing
Latitudes “ideais” para olivicultura

História da Turquia

Os primeiros assentamentos na Turquia se confundem como o início da história da civilização humana voltada a agricultura, que havia até então durante o Paleolítico, se dedicado a caça e coleta. No Neolítico, período também chamado de Pedra Polida”, a região do crescente fértil iniciou sua jornada para criação do modelo de civilização adotado pela maioria dos povos atuais. Os principais assentamentos coincidem com a área do crescente fértil, privilegiados pelos rios Eufrades e Tigre.

Spread of cultivation across Europe
Difusão do cultivo pela Europa a partir do Crescente Fértil

Referência de períodos históricos

  • Paleolítico Superior: 300.000 a 10.000 a.C.
  • Mesolítico: 13.000 – c. 9.000 a.C.
  • Neolítico: 10.000 a 3.000 a.C.
  • Idade do Cobre: 3.300 a 1.200 a.C.
  • Idade do Bronze: 3.300 a 700 a.C.

Principais assentamentos:

  • Pınarbaşı: Sítio arqueológico situado perto da aldeia de Süleymanhacı, a cerca de 40 km da cidade de Caramânia, na província homónima da região da Anatólia Central, ainda: a 32 Km a sudeste de Çatalhüyük, apontada eventualmente como a primeira cidade da História. Encontra-se no Cónia, Turquia. Registros contam que o assentamento foi habitado do século IX a.C. até o século VII d.C., quando já estava estabelecido o Império Bizantino. Algumas evidências sugerem que tenha sido habitado até ao período seljúcida – século XI. Sua maior importância encontra-se em na compreensão do aparecimento da agricultura na Anatólia, apesar das diferenças geográficas com a Mesopotâmia – lugar que se supõe que terá surgido pela primeira vez a agricultura.
  • Aşıklı Höyük (Aşıklı Hüyük): Assentamento neolítico situado numa colina nas margens do Rio Melendiz, na Capadócia, província de Aksaray. Fica a cerca de um quilômetro a sul da aldeia de Kızılkaya e a 25 km a leste da cidade de Aksaray, Turquia. A data de fundação gira em trono do ano 8.000 a.C., período do Neolítico pré-cerâmico. A região foi coberta por rochas vulcânicas provenientes das erupções de vulcões vizinhos, como o Monte Hasan (tufo, andesito, riólito e pedra-pomes) a partir do Mioceno. Há diversos locais ricos em obsidiana na região. Acredita-se que em alguns desses locais a obsidiana foi explorada por povos caçadores-coletores do Paleolítico que montavam acampamentos temporários.
Reconstruction houses of Asikli Huyuk
Reconstituição casas de Asikli_Hoyuk
  • Kaletepe Deresi: Sítio arqueológico do Paleolítico Inferior e Médio situado na região do Monte Göllü (Göllü Dağ), no sudeste na província província de Niğde, Anatólia Central, Turquia.
  • Çatalhüyük: Assentamento muito grande na Anatólia. Habitado entre 9500 e 5700 a.C., ou seja: por 3.800 anos. Talvez seja o sítio mais interessante de todos, apesar de não ser o mais antigo. A começar pelo seu tamanho. Estima-se que a população tenha chegado a 8.000 pessoas. Não havia ruas, pois as casas eram construídas umas coladas as outras, logo a circulação era feita pelos tetos das casas e a entrada por buracos por onde se descia via escadas, bem como utilizados como chaminé e claraboia. Os tetos também eram utilizados para construção de fornos para a comunidade e espaço de negociação. Os mortos eram enterrados dentro das próprias casas em posição fetal, provavelmente para ocupar menos espaço. Acima das sepulturas podia haver um “móvel” onde as pessoas dormiam. Apresentaram grande desenvolvimento das artes, com esculturas e cerâmicas e pintura.
Çatalhuyük after the first excavations-by James Mellaart and his team. Photo-Omar-hoftun,-CC-BY-SA-3.0
Çatalhuyük após as primeiras escavações-por James Mellaart e sua equipe. Foto-Omar-hoftun,-CC-BY-SA-3.0
  • Çayönü (Çayönü Tepesi): Assentamento ocupado durante os anos de 7.200 a 6.600 a.C. Situa-se no que é hoje o sul da Turquia, a 40 km a noroeste de Diyarbakır, no sopé dos Montes Tauro, próximo do Bestakot. Este assentamento pode ter sido o primeiro local a domesticar o porco.
  • Nevalı Çori: Segundo a dataço por carbono, a mais antiga ocupação do local em torno de 8.400 a.C., e deve ter sido utilizado até meio do milênio 6.000 a.C. Tratata-se de um assentamento do Neolítico situado no Médio Eufrates, na província de Şanlıurfa (Urfa), no leste da Turquia. O local é famoso principalmente pelos mais antigos templos, bem como pelas esculturas monumentais. Situa-se a cerca de 490 m de altitude, no sopé dos Montes Tauro, em ambas as margens da ribeira de Kantara, um afluente do Eufrates.
  • Hacılar Höyük: Já foi considerado o assentamento humano mais antigo. Fica situado a 25 km a sudoeste de Burdur, no sudoeste da Turquia. A ocupação mais antiga data de 7.040 a.C., sendo que há indicação de ter sido ocupado e abandonado várias vezes ao longo do tempo.
  • Göbekli Tepe: É considerado o assentamento / templo mais antigo do mundo, datando de 9.600 a.C., início do período Neolítico. Somente recentemente, após anos de estudos, contatou-se que Göbekli Tepe era mais qwue um templo em meio a rotas de comunidades nômades que viveram há quase 12 mil anos. Em uma reportagem publicada no El País, indica que a construção era na verdade o núcleo de uma série de assentamentos sedentários com estruturas sociais estratificadas. As pessoas viviam de forma “fixa” ao redor da construção, em um processo de sedentarizarão causado pelo aumento da temperatura e disponibilidade de plantas e animais para caçar. O processo de passar de caçador -coletor ocorreu aos poucos dada a fertilidade do terreno. Göbekli Tepe é uma prova de que o processo de sedentarizarão por conta de plantas e animais em maior abundância apara serem coletados e caçados, e não pela falta deles como alguns supunham. Gradativamente as populações locais, por migração de outras regiões e reprodução facilitada, começaram a cultivar e a criar animais domesticados, inclusive a domesticação das oliveiras.
  • Yumuktepe: Misto entre assentamento e metalúrgica, possui uma fortaleça construída no Neolítico com 21 metros de altura. A grande parede foi construída para proteger fontes de cobre. O metal era importante para objetos cerimoniais e armas. Situa-se dentro da atual cidade de Mersin.

Troia – Um assentamento do Neolítico

Trata-se da cidade lendária dos contos de Homero, onde ocorreu a célebre Guerra de Troia na Ilíada, mas que se localiza fora do Crescente Fértil. Apesar de hoje estar no território Turco, na época da Ilíada a mesma fazia parte do aglomerado de territórios controlados pelos gregos de forma independente.

Atualmente, Troia é um sítio arqueológico na costa turca do Mar Egeu, no Monte Hisarlik. Na Antiguidade, o local abrigou cidades na estratégica entrada do Estreito de Dardanelos, que dava acesso ao Mar Negro, chamado pelos gregos de Ponto Euxino. A fama de Troia deve-se principalmente ao poema épico a Ilíada atribuída a Homero, escrita no século 8 aC, sobre a Guerra de Troia, ocorrida em cerca do século 13 aC. O nome do poema refere-se a cidade de Ílion, outro nome de Troia.

Há cerca de 5 mil anos, a área do sítio arqueológico de Troia abrigou uma cidade murada. Nessa época, povos orientais migravam para as Ilhas Gregas. No total, nove cidades foram categorizadas nesse mesmo sítio. As primeiras cinco cidades floresceram na Idade do Bronze, entre 3000 aC e 2000 aC. Eram todas muradas. Nesse tempo, floresceu a Civilização Minoica em Creta. As maiores civilizações estavam no Egito e na Mesopotâmia.

Por volta de 1700 aC, estabeleceu-se a Troia VI. Nos séculos seguintes, as Ilhas Gregas foram dominadas pela Civilização Micênica e os hititas dominaram a maior parte da Anatólia. A Troia VI era majestosamente fortificada, com palácios e edifícios administrativos. A Cidadela era circundada por habitações em um nível mais baixo, também fortificado. Era uma das maiores cidades na região do Mar Egeu, mas foi arrasada por um terremoto, em cerca de 1350 aC.

A Troia de Homero é normalmente identificada por arqueólogos como sendo a Troia VII. Essa Cidade teria sido reconstruída a partir de Troia VI. Estudos arqueológicos indicam que ela foi destruída com um massacre e um grande incêndio, por volta de 1250 aC. Teria sido a famosa Guerra de Troia, cujo contexto era uma grande rivalidade comercial entre Troia e o Reino de Micenas.

Jonildo Bacelar

Localização dos assentamentos em comparação ao Crescente Fértil

Fertile Crescent Settlements
Assentamentos no Crescente Fértil

A visão dos assentamentos acima é apenas uma pequena amostra da importância da Turquia na arqueologia e na história dos ancestrais da civilização moderna humana. Uma visão ampliada dos sítios arqueológicos demonstra isso:

turkey archeologicalsites map
Mapa de sitios arqueológicos da Turquia

Para visualizar com detalhes, acesse: https://maps-turkey.com/maps-turkey-tourist/turkey-archaeological-sites-map

A partir da idade do cobre

Os habitantes da Anatólia falaram línguas indo-europeias, semíticas e caucasianas meridionais, além de outras derivações incertas. A antiguidade da língua hitita indo-europeia (dos haititas) e das línguas luvitas levou alguns estudiosos sugerir a hipótese de a Anatólia ter sido o centro a partir do qual as línguas indo-europeias se difundiram.

Os hatitas (ou Hati) habitaram o centro da Anatólia cerca de 2 300 a.C., pelo menos, talvez antes. Entre os séculos XVIII e XIII a.C. mantiveram um império, primeiro da região, que rivalizou o em poder com o do Antigo Egito.

Ocupado desde o 4º milênio a.C., o assentamento calcolítico* de Canés (Nesa em hitita), situada junto à atual aldeia de Cultepe, perto de Caiseri, tornou-se o primeiro entreposto comercial da história.

* Calcolítico, ou Idade do Cobre, é um dos períodos da proto-história**, situado cronologicamente entre o Neolítico e a Idade do Bronze. O termo também pode ser utilizado para denominar algumas sociedades que apresentaram manifestações culturais diferenciadas durante este período.

** Período entre a história e a pré-história – anterior a escrita – que é conhecido por uma das formas de escrita.

Hittite ceramic fruit vessel from the first quarter of the 2nd millennium B.C. found in Cultepe. The collection of the Museu das Civilizações da Anatólia (Anadolu Medeniyetleri Müzesi), in Ancara
Vaso cerâmico de fruta hitita do primeiro quarto do 2º milénio a.C. encontrado em Cultepe. Do acervo do Museu das Civilizações da Anatólia (Anadolu Medeniyetleri Müzesi), em Ancara

No século XX a.C. existiam no local duas localidades — a cidade hitita de Caneche e a de Carum (colônia assíria). Nesses locais ocorria o desenvolvimento entre os hititas e assírios. Os assírios colonizaram partes do que é hoje o Sudeste e o Centro-leste da Turquia entre 1 950 a.C. e 612 a.C. (ano de conquista do Império Neossírio pelos Caudeus da Babilônia).

Aproximadamente em 1.200 a.C. O império Hitita entrou em colapso, entrando em cena os Frígios, povo também indo-europeu, que se estabeleceu no Reino da Frígia, centro oeste / noroeste da Ásia Menor.

Os Frígios foram um povo de língua indo-europeia, que viveu na região da Frígia atualmente noroeste da Turquia. Segundo registos a língua falada pelos Frígios assimilava-se ao grego, contrastando com as restantes línguas faladas na Anatólia. Seu apogeu foi no século VIII a.C., durante o reinado do rei Midas (último rei de Frígia), quando dominou a maior parte da Anatólia central e ocidental, disputando com a Assíria e Urartu pelo controle da Anatólia oriental.

Olive crop
Colheita de azeitonas

Observação: De acordo com a Ilíada, de Homero, os frígios eram grandes aliados dos troianos e participaram da Guerra de Troia contra os aqueus.

Em 695 a.C. Frígia, após o saque de sua capital, Górdio, pelos cimérios, foi anexada pelo ascendente Reino da Lídia e depois, sucessivamente, pelo Império Aquemênida, pelo Império Macedônico de Alexandre e seus sucessores, pelo Reino de Pérgamo, Roma e finalmente o Império Bizantino. Os frígios já haviam sido gradualmente assimilados por outras culturas no início da Idade Média e o nome “Frígia” caiu em desuso depois da conquista otomana da Anatólia.

A Anatólia foi conquistada pelo Império Aqueménida nos séculos VI e VII a.C. e posteriormente por Alexandre, o Grande em 334 a.C. Após a morte de Alexandre, a Anatólia foi dividida em pequenos reinos helenizados, nomeadamente Bitínia, a Capadócia, Pérgamo e o Ponto. Todos estes reinos tinham sido absorvidos pela República Romana em meados do século I d.C. A Arménia Arsácida, o primeiro estado da história a adotar o Cristianismo como religião oficial, ocupava parte da Anatólia Oriental.

Divisão do Império Romano

Com a queda (divisão) do “império romano em Roma”, em 324, o imperador romano Constantino escolheu Bizâncio para capital do Império Romano, rebatizando-a de Nova Roma (após a sua morte mudaria de nome para Constantinopla e atualmente chama-se Istambul). Constantinopla foi também a capital do Império Romano do Oriente, que existiu intermitentemente entre 286 e o século V, e que passaria a ser conhecido como Império Bizantino, sobretudo depois da Queda do Império Romano do Ocidente, no final do século.

Observação: A “inauguração” de Constantinopla como capital do Império Romano do Oriente (Bizantio) ocorreu apenas e 11 de maio de 330.

Derrota dos Bizâncios – Império Romano do Oriente

No século XI os seljúcidas (povo nômade turco de religião islâmica sunita) começaram a abandonar as suas terras ancestrais e a migrar para as regiões orientais da Anatólia, que se tornariam a pátria dos oguzes (ancestrais dos turcos modernos: azeris, turcos da Turquia, turcomenos, turcos qashqais do Irã, turcos do Coração e gagaúzes) após a Batalha de Manziquerta, em 1071, na qual os turcos derrotaram os bizantinos.

Com a derrota dos bizantinos, iniciou a formação do Sultanato seljúcida da Anatólia (ou Sultanato de Rum). Em princípio foi um ramo ramo separado do Império Seljúcida que dominava partes da Ásia Central, Irão, Anatólia e Sudoeste Asiático.

Já em 1243 os seljúcidas foram derrotados pelos mongóis, degredando o poder dos seljúcidas sendo criado alguns principados designados beilhiques, ou ainda beyliks. Inicialmente os beilhiques era tributários do Sultanato de Rum, mas ganharam independência a partir do século XIII. Um destes beilhiques, o dos otomanos (osmanlı), acabou por se impor aos restantes, principalmente a partir do reinado de Osmã I, que declarou a independência em 1299 e é oficialmente considerado o fundador da dinastia otomana.

Criação do Império Otomano – Fim da Idade Média

O beilhique otomano expandiu-se ao longo dos dois séculos seguintes, absorvendo os restantes estados turcos da Anatólia, e conquistando territórios na Trácia, Bálcãs e no Levante, tornando-se o Império Otomano. Em 29 de maio de 1453 os otomanos liderados pelo sultão Maomé II, o Conquistador (Fatih), acabaram com o Império Bizantino ao conquistarem a sua capital, Constantinopla, marcando assim o fim da idade Média.

Expansão Otomana

Os otomanos confrontaram-se em várias ocasiões com Sacro Império Romano-Germânico nos seus avanços em direção à Europa central através dos Balcãs e das regiões meridionais da República das Duas Nações (Comunidade Polaco-Lituana), chegando a cercar Viena em 1529 e 1683. A expansão dos turcos para ocidente só foi travada graças a coligações que envolveram a maiores potências cristãs.

No mar, os otomanos combateram pelo controle do Mediterrâneo com a Liga Santa, constituída por diversos estados cristãos, nomeadamente a República de Veneza, a Espanha e Áustria dos Habsburgos, os Cavaleiros de São João (Ordem de Malta) e a generalidade dos estados italianos.

Ottoman Empire did not rise in 1683
Império Otomano no auge em 1683

Em 07 de outubro de 1571 a expansão marítima otomana no Mediterrâneo foi detida na derrota na Batalha de Lepanto. No Oceano Índico os otomanos combateram contra as armadas portuguesas para defenderem o monopólio ancestral do comércio marítimo entre a Índia e Ásia Oriental com a Europa, seriamente ameaçado pela descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama em 1498. Além dos confrontos militares com cristãos, os otomanos defrontaram-se ocasionalmente com os persas (por vezes aliados dos portugueses) nos séculos XVI, XVII e XVIII, quer por disputas territoriais, quer por diferendos religiosos.

Declínio do Império Otomano

Os séculos XVIII e XIX foram de declínio para o Império Otomano e durante este período o império foi gradualmente diminuindo em tamanho, poderio militar e riqueza. No final do século XIX e início do século XX a Alemanha de Guilherme II tornou-se um dos principais aliados do império, o que levou os otomanos a entrar na Primeira Grande Guerra ao lado dos Impérios Centrais. Apesar das vitórias obtidas por Mustafa Kemal (que viria a ficar conhecido por Atatürk), nomeadamente a da Galípoli, uma derrota inesperada para as forças britânicas e francesas, onde morreram quase meio milhão de homens de ambos os lados e que fez de Mustafa Kemal um herói nacional, a guerra representou uma pesada derrota para o Império Otomano.

Durante a guerra, ocorreram deportações em massa e massacres contra as minorias cristãs, contrariando a tradição secular de tolerância e convivência pacífica que caracterizava o regime otomano. Os otomanos temiam que as comunidades cristãs pudessem apoiar subversivamente os Aliados, nomeadamente a Grécia, que não disfarçava os seus planos de ocupar uma parte considerável dos territórios otomanos, incluindo Constantinopla. Além disso o Império Russo, que apoiava a criação de um estado independente arménio. As populações arménias foram particularmente afetadas, calculando-se que o chamado genocídio arménio se tenha cifrado em cerca de 1,5 milhões de mortos. Além dos arménios, foram mortos muitos civis de etnia grega e assíria. Tais massacres continuam a ser oficialmente negados pelas autoridades turcas.

Poucos dias após o Armistício de Mudros, de 30 de outubro de 1918, que marcou o fim das hostilidades da Primeira Grande Guerra no Médio Oriente, as potências europeias vitoriosas ocuparam Constantinopla, tendo as primeiras tropas chegado à cidade a 12 de novembro. Esmirna foi ocupada por tropas gregas a 21 de maio de 1919.

Partilha do Território Otomano

Em 1917, antes do fim da guerra, a França, Itália e Reino Unido tinham assinado o Acordo de Saint-Jean-de-Maurienne, que previa a partilha do Império Otomano após o fim da guerra. A 10 de outubro de 1920 o débil governo imperial foi forçado a assinar o Tratado de Sèvres, o qual previa a entrega à França e ao Reino Unido da Palestina, Síria, Líbano e Mesopotâmia, a desmilitarização e transformação em zonas internacionais dos estreitos do Bósforo, dos Dardanelos e do Mar de Mármara. O tratado determinava ainda a entrega à Grécia de todos os territórios europeus à exceção de Constantinopla e da região de Esmirna, de grande parte do leste e sudeste da Anatólia à França e da região de Antália e as ilhas do Dodecaneso (estas já efetivamente ocupadas desde 1911) a Itália.

Luta pela independência

Com a ocupação de Istambul pelos “Aliados Cristãos” e de Esmirna pela Grécia, gerou o Movimento Nacional Turco em 19 de maio de 1919, com a reinvindicação de reunificação dos territórios turcos.

O movimento foi considerado o primeiro passo para a Guerra da Independência, juntamente com os confrontos políticos.

A nordeste ocorreu a Guerra Turco-Armena. A Sul Sudeste ocorreu a Guerra Franco-Turca. Essas Guerras acabaram em 1920 e 1921 respectivamente.

Contudo a Guerra mais sangrenta foi a Greco-Turca. No verão de 1922 os nacionalistas turcos empreenderam uma ofensiva contra as forças gregas que culminou na tomada de Esmirna, que marcou a derrota definitiva dos gregos e ficou tristemente célebre pelas pilhagens, massacres e pelo grande incêndio que devastou a cidade.

Os documentos “Armísticio de Mundanya (1923) e o Tratado de Lausana (1924) deram fim as hostilidades e reconheceram formalmente o governo dos nacionalistas com a criação de um governo turco com sede em Ancara, assim como se definiam as fronteiras da Turquia. Semelhante ao que ocorreu após a criação do Estado Paquistanês, quando mulçumanos e hindus migraram de seus territórios de nascimento para os limites dos Estados estabelecidos politicamente, o mesmo ocorreu com Cristãos na Turquia e Mulçumanos na Grécia.

República Turca

Em 1º de novembro de 1922 o Império Otomano é extinto oficialmente, tendo sido abolido por uma assembleia constituinte o cargo de Sultão.

A República da Turquia foi oficialmente proclamada a 29 de outubro de 1923, tendo sido expulsa a família real otomana em 03 de março de 1924.

Mustafa Kemal tornou-se o primeiro presidente da república e empreendeu um vasto programa de reformas que tinha como objetivo tornar a Turquia um estado secular moderno, baseado na ideologia que é conhecida como kemalismo. As mulheres passaram a ter os mesmos direitos legais que os homens, inclusivamente de voto, algo que não existia então em muitos países europeus. Foi publicado um código civil baseado no suíço e um código penal baseado no italiano. A educação passou para as mãos do estado, sendo encerradas as escolas islâmicas. Em 1928 foi adotado o alfabeto turco, de grafia latina, em substituição dos alfabetos árabe e persa.

Relevo e Clima

Apesar da “pequena” variação de latitude, graças as grandes variações de altitudes, que vão do nível do mar ao pico do monte Ararat com 5137m, onde teria encalhado a mítica Arca de Noé após o dilúvio, a Turquia apresenta uma enorme variação climática.

Altitudes of Turkey
Altitudes da Turquia
Climates of Turkey
Climas da Turquia

As Oliveiras na Turquia

As oliveiras já existiam muito antes de serem “domesticadas” no crescente fértil e arredores.

5,333 milhões a 2,58 milhões de anos antes na Itália, fósseis de folhas de oliveira foram encontrados em depósitos do Plioceno em Mongardino. No norte da África, restos fossilizados foram descobertos em estratos do Paleolítico Superior na incubadora de caracóis Relilai. Pedaços de oliveiras bravas e pedras também foram encontrados em escavações do período Calcolítico e da Idade do Bronze na Espanha. Assim, acredita-se que a existência da oliveira remonta ao 12º milênio a.C.

Theoliveking

Antes do início da “domesticação”, surgimento da variedade “Olea europaea L. ssp. Europaea” a coleta das azeitonas ocorria nas variedades de plantas silvestres já no Neolítico.

Os povos neolíticos coletavam azeitonas selvagens já no 8º milênio aC. E, diz-se que a oliveira selvagem se originou na Ásia Menor (Turquia), que fica entre a atual Síria e o Irã. No entanto, outras teorias afirmam que seu cultivo pode ter começado nas colônias fenícias dos atuais territórios da Palestina e Líbano, muito mais próximos do Mediterrâneo, no início do período neolítico por volta do ano 6000 a.C. A partir daí, a oliveira expandiu-se para o Oeste para a ilha de Chipre e para a Anatólia ou da ilha de Creta para o Egito.

Ainda:

O sudeste da Anatólia é conhecido por ser o berço e o centro genético da azeitona, uma afirmação que é corroborada por subespécies de azeitona encontradas em uma linha que se estende de Hatay a Kahramanmaras e Mardin. Do sudeste da Anatólia, esta árvore nobre se espalhou para o oeste da Anatólia, depois se espalhando para a Grécia, Itália e Espanha através das Ilhas do Mar Egeu.

Artemoliva

Dada a história contada acima, da evolução da civilização adotada nos padrões ocidentais ter sido oriunda do Crescente Fértil e a Anatólia como sua vizinha, podemos dizer que as oliveiras foram domesticadas na região.

Oliveira leaf fossil
Fóssil de folhas de oliveira

População de olivieras

A Turquia em 2018 totalizava, aproximadamente, 86 milhões de oliveiras. Abaixo uma distribuição em número aproximado de árvores dos principais cultivares, bem como rendimento em azeite e características de polinização.

Cultivars with the highest presence in Turkey
Cultivares com maior presença na Turquia

Até 2021 havia 71 cultivares (“variedades”) registradas como autóctones (nativas) da Turquia. Pela sua história na domesticação das oliveiras, podemos arriscar a dizer que muitos cultivares já existiram e forma extintos. Talvez alguns não, mas não registrados.

Relação completa de cultivares por importância e principal destinação da azeitona

Cultivars of Turkey
Cultivares da Turquia

Dentre os 71 cultivares registrados encontramos

Por grau de importância:

Distribuição cultivares por importância – Turquia

Por destinação:

Cultivars by destination - Turkey
Cultivares por destinação – Turquia

Onde estão as oliveiras da Turquia

Por consequência do mapa climático visto acima, a vegetação da Turquia é predominantemente formada por estepes, bem como algumas florestas temperadas.

Locais dos Olivais-Image based on the site Artemoliva
Locais dos Olivais-Imagem baseada do site Artemoliva

Olivicultura hoje na Turquia

A Turquia fica entre o 4º e o 6º lugar de maior produtor de azeitona do mundo, a posição varia em função de cada ano, dada a bianualidade da produção Tunísia e Marrocos.

Colheita azeitonas na Turquia e demais grandes produtores

Observações:

  • Os dados acima são da FAOSTAT – ONU.
  • Não foi plotada a produção da Espanha (líder mundial) a fim de melhorar a visualização dos demais países;
  • Na elaboração do gráfico acima a produção da Grécia de 2020 não estava disponível.
Colheita por hectare (ha) – Turquia x grandes produtores

Observações:

  • Os dados acima são da FAOSTAT – ONU.
  • Não foram plotadas as áreas da Espanha (líder mundial), nem da Tunísia que aumentando seus olivais de forma intensa.

Espanha e Tunísia

Com o bjetivo de dar uma visão do tamanho dos líder mundiais em termos de colheita e área plantada, passamos o gráfico abaixo.

Colheita por hectare Espanha X Tunísia

Observação: A produção em azeitonas da Tunísia ainda é inferior ao da Espanha por questão de produtividade por hectare que é afetada pelo compasso da plantação, bem como a produtividade de cada árvore coletada.

Região dos olivais da Turquia

IMPORTANTE: As informações dessa seção foram colhidas do site ARTEMOLIVA.COM e as imagens utilizadas modificadas ou a partir deste, salvo informações em contrário.

Os olivais se concentram em regiões de clima mais propício e que vem acompanhando uma longa história no cultivo.

Localização dos olivais na Turquia
Olivais historical map - Turkey
Mapa histório olivais – Turquia

Legenda:

  1. Erythrai, perto de Cesme (Ildır) Esta antiga cidade foi um dos principais centros de exportação de azeite no século VI a.C.;
  2. Urla Um lagar de azeite datado do século VI aC foi descoberto neste local, bem como lojas de azeitonas entre os séculos III e II a.C.;
  3. Izmir O lugar onde Homero leu seus épicos para amigos e jantou com eles sob a sombra de oliveiras em 1199 a.C.;
  4. Miletus:Thales of Miletus previu os rendimentos de azeitona do próximo ano de acordo com seus estudos meteorológicos;
  5. Kaş Uluburun: Restos de azeitonas foram encontrados a bordo do naufrágio da Idade do Bronze de Uluburun;
  6. Mut: Uma oliveira de 1300 anos ainda vive aqui;
  7. Hatay: Este lugar é a pátria da oliveira e abriga a segunda oliveira mais antiga da Turquia, cujo tronco mede 110 cm de diâmetro;
  8. As pombas Ağrı carregando ramos de oliveira no bico para a Arca de Noé são o símbolo da paz desde tempos imemoriais. Monte Ararat entre as províncias de  Iğdır e Ağrı.

Visão geral da olivicultura na Turquia

Nesse ponto encontramos uma divergência de informações comparando a informação acima, Artemoliva, com a informação da Europages:

Segundo aa Europages o mercado de exportação de azeite para Rússia e maior que o da Arábia Saudita: 13K Tons x 2K Tons, e os EUA importou apenas 3K Tons no ano de 2020.

Os principais importadores de azeite turco segundo a Europages seriam:

  • Itália: 22 517
  • Alemanha: 19 333
  • Espanha: 18 473
  • França: 8412
  • Grécia: 6981

Observação: Informação em 1.000 Ton métricas.

Principais exportações azeite pela Turquia – Europages

Produtores e fabricantes de azeite e azeitona de mesa

Segundo a Europages, são 191 empresas ligadas ao setor e 141 produtores de gorduras e 105 de azeite na Turquia, com 39 produtos registrados oficialmente. Para o mercado de azeitonas de mesa são 40 fabricantes de azeitona de mesa e 33 produtos registrados.

Distribuição dos fabricantes por região:

Azeite:

Ancara e Anatólia Central: 2, Bolu e região do Mar Negro: 1, Esmirna e região do Egeu: 66, Gaziantep e região da Anatólia do Sudeste: 3, Istambul e região de Mármara: 53, Içel e Mediterrâneo: 13, e Malatya e região da Anatólia do Leste: 3

Azeitona:

Ancara e Anatólia Central: 3, Bolu e região do Mar Negro:1, Esmirna e região do Egeu: 74, Gaziantep e região da Anatólia do Sudeste: 3, Istambul e região de Mármara: 72, Içel e Mediterrâneo: 19, e Malatya e região da Anatólia do Leste:3.

Produção – Consumo – Exportação – Importação de Azeite e Azeitonas

Todos os dados dessa seção foram obtidos do IOOC (INTERNATIONAL OLIVE OIL COUNCIL). As informações do ano de 2021 são estimativas e as do ano de 2022 são previsões.

Produção e consumo azeite – Turquia

A produção e consumo de azeite na Turquia vem aumentando de forma consistente desde o ano de 2007, e o que é mais importante: O consumo por habitante mais que dobrou nos últimos 29 anos.

Produção e consumo azeitona de mesa – Turquia

União pelas oliveiras em região de conflito

Kilis, localizada perto da fronteira turco-síria, traça sua história de produção de azeitonas há pelo menos 4.000 anos. Sementes de azeitona e outras descobertas no antigo local de Oylum Höyük na província verificaram que o assentamento da Idade do Bronze estava entre os centros de azeitona mais importantes do leste, fornecendo os frutos para terras distantes. Este era o “óleo” das eras antigas, de acordo com o professor Atilla Engin, que lidera as escavações de Oylum Höyük. Mais recentemente, as azeitonas e o azeite serviram de inspiração para um grupo de mulheres locais e mulheres da vizinha Síria que se refugiaram em Kilis devido ao conflito em curso em sua terra natal.

Mulher colhendo azeitonas – Kilis-Turquia. Foto: UGUR YILDIRIM

Sem se deixar intimidar por uma mentalidade patriarcal, que desencoraja as mulheres a adotar um papel mais ativo na economia, as mulheres se uniram para uma cooperativa agrícola focada em produtos relacionados à azeitona. Apoiadas por uma agência de desenvolvimento público local, as mulheres conseguiram produzir azeite e azeitonas de alta qualidade em pouco tempo. Em todas as épocas de colheita, as mulheres colhem os frutos dos olivais que correm a poucos metros da fronteira com a Síria. Eles preferem métodos tradicionais de colheita e extração de azeite em vez de tecnologia mais recente, pois ajuda a obter a melhor qualidade na produção de azeitona, uma indústria que há muito é dominada pelas províncias ocidentais da Turquia. A par da produção nacional, passaram também a exportar os seus produtos, como os sabonetes de azeite.

Premiações do azeite turco

Como de costume, apresentamos os resultados das competições realizadas anualmente em Nova York, o NYIOOC – New York International Olive Oil Competition.

Evolução das premiações de 2014 a 2022 – Azeite Turco

O reconhecimento da melhoria do azeite turco nas competições internacionais é acompanhado não apenas do aumento da produção do país, mas bem como da participação de novos produtores e variedades.

Aumento da participação do azeite da Turquia em competições internacionais - NYIOOC
Participação dos azeites turcos no NYIOOC de 2014 a 2022
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