Flag of Syria
Bandeira da Síria

A Síria é um dos berços do cultivo de oliveiras, considerando a teoria mais aceita. Parte de seu território também faz parte do “Crescente Fértil”, região atribuída ao início da civilização – fim do nomadismo. Possui mais de 5.000 anos de história registrada em achados arqueológicos.

No passado e ainda hoje é um território disputado por sua posição estratégica e divergências de grupos armados sob pretexto religioso.

Onde fica a Síria

A República Árabe Síria (لجمهورية العربية السورية) está localizada na Ásia Ocidental. Faz fronteira a Oeste com Líbano e o Mar Mediterrâneo. Ao Norte com a Turquia. A Leste com o Iraque. Ao Sul com a Jordânia e a sudoeste com o Israel.

Syria localization
Localização da Síria

O país fica inserido entre as latitudes 32⁰31’ e 37⁰31’ Norte, ou seja: dentro da zona considerada ideal para a olivicultura.

"Ideal" latitudes for olive growing
Latitudes “ideais” para olivicultura
Conversion of Paul on arrival in Damascus - Caravaggio

Curiosidade: Segundo Atos 9, um dos capítulos do Novo Evangelho de Lucas, as portas de Damasco – Capital da Síria, Saulo que era judeu perseguidor dos que seguiam os ensinamentos de Cristo, “caiu do cavalo” que montava e teve a visão de uma luz. Essa luz perguntava por que Saulo “o” (Jesus) perseguia. Posteriormente Saulo, já convertido ao cristianismo, viria a ser conhecido como Paulo.

Pintura de Caravaggio: “A conversão de São Paulo.

Tamanho do país e área para agricultura

A Síria possui 18.518.000 hectares, ou seja: 185.180 Km², dos quais 13.921.000 hectares (139.210 Km²) são agriculturáveis.

Land use
Uso da terra na Síria

As Oliveiras ocupam hoje um território declarado de 693.227 hectares, 6.933 Km². Ou seja: quase 5% de toda área destinada a agricultura.

Mais para frente entraremos em detalhes sobre evolução da área de produção e a produção efetiva de azeitonas.

História da Síria

A região entre Anatólia (Ásia Menor) e a Península do Sinai já era conhecida como “Síria” desde a antiguidade.

Considerada uma área estratégica para os Egípcios e Persas (Irã), foi desde muito uma área de muitos conflitos. Por um lado, o Egito entendia que a região era uma “porta de entrada” para seu país, por outro lado, os Persas entendiam que a região seria uma boa oportunidade de expansão do império.

A região, então conhecida como Síria, abrangia um território muito maior, englobando a Mesopotâmia (Iraque) e o Líbano. Durante sua história foi invadida por diversas civilizações: canaanitas¹, fenícios², arameus³, hebreus4, egípcios5, sumérios6, assírios7, babilonios8, hititas9, persas10, gregos11 e bizantinos12.

1Canaanitas: Habitantes de Canaã: antiga denominação da região correspondente à área do atual de Israel, inclusive as Colinas de Golã, Faixa de Gaza Cisjordânia, Jordânia (faixa oriental do rio Jordão), Líbano e uma faixa do litoral do atual território da Síria.
2Fenícios: Povo cuja fixação era pulverizada ao longo do mediterrâneo. Tal como a Grécia antiga as cidades tinham autonomia de “Estado”, sem um poder central. O epicentro desse povo estava ao norte da antiga Canaã, ao longo do litoral do Líbano e Síria, bem como ao norte de Israel.
3Arameus ou Aramaicos: Era um povo semita (descendentes de “Sem”, filho de Noé) da Mesopotâmia (atual sudeste da Turquia, nordeste da Síria e norte do Iraque). Os aramaicos tinham sua própria língua, inclusive falada por Jesus.
4Hebreus: O nome “hebreus” vem do hebraico “Ivrim”, que significa “povo do outro lado do rio”. Também era um povo semita. no livro da Gênesis, capítulo 10, versículo 21 diz: “…Noé gerou a Sem; este gerou a Arfaxade, que gerou Salá, que gerou Éber; este gerou a Pelegue, que gerou Reú, que gerou Serugue, que gerou Naor, que gerou Tera, que então gerou a Abrão…”. Abrão significa “pai de Aram”, mais tarde mudou seu nome para Abraão: “Pai de muitos povos”. Considerado um dos três patriarcas do povo de Israel, sendo Isaque e Jacó os outros dois. Durante a ocupação romana tornou-se sinônimo de “judeu”. Os hebreus encontravam-se “espalhados por toda a região, contudo, dita a Bíblia, que em 850 a.C. um grande grupo, sob a liderança de Moisés, teria saído do Egito e depois de uma longa peregrinação pelo deserto, ocupado a região de Canaã.
5Egípcios: Os antigos habitavam o “Oriente Próximo” no Norte da África. Concentravam-se (tal como os egípcios modernos) ao longo do curso inferior do rio Nilo. Também estavam presentes, ainda como “Egito” nos territórios ao Sul que hoje conhecemos como Sudão, Eritreia, Etiópia e Somália.
6Sumérios: Habitavam o Sul da Mesopotâmia (Iraque), próximo aos rios “Tigre” e “Eufrades”. Junto com os antigos egípcios e o povo do Vale do Indo, são as mais antigas civilizações do mundo.
7Assírios: Também um povo semítico. Localizava-se em torno do rio Tigre – Alta Mesopotâmia, atuais: norte do Iraque, nordeste da Síria, sudeste da Turquia e nordeste do Irã.
8Babilônios: Habitavam a região centro-sul da Mesopotâmia, atual Iraque. Como a Assíria, o Estado babilônico manteve a língua acádia escrita – língua de sua população nativa, apesar dos fundadores (amorreus) falarem semítica, e seus sucessores cassitas falarem uma língua própria. No início mantiveram a língua suméria para uso religioso (como a Assíria), mas já na fundação da babilônia, esta não era mais uma língua falada, tendo sido totalmente absorvida pelo acadiano.
9Hititas: Ocuparam a Anatólia Centra – Ásia Menor, atual Turquia. Em sua expansão máxima também ocuparam parte do Líbano e Síria. Eram um povo e origem indo-europeu.
10Persas: Considerado o primeiro grande império do mundo, fundado por um grupo étnico – persas – a partir da cidade de Ansã, situada na atual província iraniana de Fars. Ao longo de sua existência foi governado por diversas dinastias. Em seu apogeu, sob o comando de Dario I (O Grande) o império se estendia por boa da Ásia Ocidental, Cáucaso, Ásia Central, parte dos Bálcãs, (Bulgária-Romênia-Panônia), norte e nordeste da África (inclusive o Egito, chamado de Mudrâya), leste da Líbia, litoral do Sudão, Eritréia, maior parte do Paquistão, Ilhas do Mar Egeu, Norte da Grécia, Trácia e Macedônia.
11Gregos: A Grécia antiga não era uma nação centralizada. Compunha-se de várias cidades Estado, tendo no final ocorrido a disputa entre Esparta e Atenas (relatada na publicação: Oliveiras pelo Mundo: Grécia (Ελλάδα) – Publicação de aniversário – OLIVAPEDIA). Exerceu grande influência e controle por todo mediterrâneo, do atual Turquia até a costa oriental da Espanha, passando pelo Norte da África, Chipre e quase todo litoral do Mar Negro.
12Bizantinos: O Império Bizantino, também conhecido como Império romano no oriente, foi criado com a divisão do Império Romano no século V. A capital estabelecida foi a cidade de Bizâncio, posteriormente conhecida como Constantinopla e atualmente Istambul. Seu território variou enormemente ao longo da sua história de dez séculos. Chegou a ocupar o Norte – Nordeste da África, Anatólia (Turquia), Península Itálica,
Povos que ocuparam a Síria – Produção Olivapedia

Em 1.000 a.C. a nação conhecida como Síria era dividida nos Estados: Arã, Damasco, Gesur e Zobá. Contudo em 990 a.C. o rei Davi, de Israel, derrotou o rei Zobá, da Síria. Desta forma a resistência Síria se uniu em torno de Damasco para formarem um Nação unida. Deu certo, pois Damasco viria a invadir Israel várias vezes sob comando dos reis Ben-Hadade I, Ben-Hadade II, Hazael, Ben-Hadade III e Rezim.

Durante a “conquista do Mundo” pelo Macedônio Alexandre – O Grande, o território atual da Síria foi invadido. Após a morte de Alexandre, em 323 a.C., como resultado da divisão do Império, o território Sírio passou a ser o centro do Império Selêucida. O nome vem do seu chefe, um general de Alexandre chamado Seleuco. O império Selêucida estendia até o oeste da Índia.

Antes da tomada do Império Selêucida pelo Império Romano, a parte oriental já estava sobre controle dos Persas. Daí para frente a região tem sido abalada por conflitos constantemente.

Em 750 a capital do califado de Abássidas transfere a capital de Damasco para Bagdá. Essa transferência reduz a importância de Damasco facilitando a invasão Cruzada no século XI.

Em 1175, Salah Al Din (Saladino) o Egito, Síria e Iraque, iniciando o processo de expulsão dos Cruzados.

No século XVI, a região passou a ser uma província anexada ao Império Otomano (Turco).

Do final do Império Otomano aos anos 2000

Principais fatos depois da queda do Império Otomano e antes da Guerra da Síria

A partir de 2000…

Os anos 2000 começaram com aumento expressivo na produção de azeitonas e outros produtos agrícolas, contudo em 2011 vieram os primeiros movimentos que para uma das piores Guerras que a humanidade já sofreu.

O que começou com protestos contra o presidente Bashar al-Assad, tornou-se um conflito com múltiplos interesses e que já matou centenas de milhares de pessoas, mais de 400 mil dentre militares e civis, e fez com que milhões deixassem o país. Segundo a ONU, mais da metade da população Síria abandonou o país, ou é ocupa um dos campos de refugiados na própria Síria, ganhando status de “deslocados”.

Em 15 de março de 2011: Protestos pacíficos na cidade de Daraa, são reprimidos por forças de segurança que abrem fogo. Durante vários dias o protesto se alastra pelo país, causando 60 mortos. Os revoltosos inicialmente eram jovens fazendo pichações contra o governo nas escolas.

Julho de 2011: Os revoltosos começam a reagir a repressão também com fogo. Soma-se a eles algumas tropas do exército, formando o Exército Sírio de Libertação (Rebeldes).

Entre agosto e dezembro de 2011: Início da guerra civil. Assad liberou prisioneiros Jihadistas para provocarem os rebeldes com a esperança que perderiam o apoio do exterior. Não funcionou, pois o movimento de revolta ganhou força.

Janeiro de 2012: A Al-Qaeda entra na Síria com uma frente chamada Jabhat al Nusra. Ainda no mesmo mês, os curdos sírios entram na guerrilha contra o governo do presidente Assad.

Janeiro de 2012: É suspensa a missão de observadores da Liga Árabe que monitoravam a tropas e armas de áreas civis.

Fevereiro de 2012: EUA fecha sua embaixada em Damasco.

Fevereiro a julho de 2012: A Síria vira um teatro de guerra que centraliza interesses diversos da causa inicial da revolta. Por exemplo: Como aliado de Assad, o Irã envia tropas para apoiar o regime, a ponto de no final de 2012 chegarem centenas de soldados iranianos. Em contra partida os países do Golfo Pérsico iniciam um apoio com dinheiro e armas para os rebeldes, utilizando a Turquia como ponte. Desta forma batem de frente como os interesses iranianos em território estrangeiro.

Em resposta ao apoio dos países do Golfo Pérsico, o Irã envia o grupo Hezbollah – grupo libanês xiita para apoiar o regime de Assad. Os países do Golfo Pérsico reforçam o apoio financeiro e envio de armas inclusive pela Jordânia, que também é contra o governo sírio.

Abril de 2012: Observadores da ONU chegam e partem dois meses depois por falta de segurança.

Ainda em 2012: O governo da Síria adotou uma lei criminalizando atividades médicas em áreas controladas pela oposição. Também destruiu unidades de saúde.

O ano de 2013 começa como o Oriente Médio dividido entre sunitas, apoiando os rebeldes, e o xiitas, apoiando o governo de Assad.

Abril de 2013: O governo dos EUA, cujo presidente era o Obama, estarrecido pelas atrocidades do governo de Assad, autoriza a CIA a treinar e equipar os rebeldes. Também orienta os países que financiavam os extremistas a interromperem o financiamento. Dessas duas ações divergentes, a segunda não teve efeito.

Hezbollah troops
Tropas do Hezbollah

Agosto de 2013: Com o início de uso de armas químicas (gás sarin), os governos dos EUA e Rússia se manifestam. EUA ao contra o governo de Assad e Rússia a favor. Centenas morreram em um ataque a Ghouta Oriental (subúrbio de Damasco, controlado por rebeldes.

2014: As facções da Al-Qaeda no Iraque se desentendem quanto as questões sírias. Surge um novo grupo, O Estado Islâmico do Iraque e da Síria (ISIS), que se manifesta contrário a Al-Qaeda. O ISIS passa então a combater os rebeldes e curdos. O ISIS cria o um califado, mini Estado dentro da Síria, mas também inicia uma marcha pelo Iraque recrutando novos membros.

Os EUA iniciam um programa de treinamento para combater o Estado Islâmico (EI). Em setembro iniciam ataques a alvos do EI.

2015: A Turquia bombardeia grupos curdos no Iraque e Turquia. Os EUA ficam divididos entre priorizar o ataque ao governo de Assad ou ao ISIS (IE). Em setembro a Rússia informa que iniciará o combate ao ISIS, contudo ataca os rebeldes contrários ao regime de Assad, inclusive os soldados americanos sitiados na Síria.

Abril de 2016: Ataques a Aleppo oriental atingiram 14 unidades de atendimento médico.

Without wanting to plagiarize Tolstoy, the mosaic above could be called "Pax e Guerra" - Photos: Reuter

Sem querer plagiar Tolstói, o mosaico acima poderia se chamar “Pax e Guerra” – Fotos: Reuter

Julho de 2016: Cercos instalados em Aleppo impedem a saída da população. Mesmo com “corredores humanitários” criado pelos russos para que as pessoas possam fugir, a população ainda era intimidada por grupos armados dos revoltosos.

Setembro de 2016: A cidade de Aleppo é bombardeada 200 vezes por forças pró governo Assad. Em dezembro a cidade e tomada após 4 anos de domínio de rebeldes.

2017: Continuam os ataques com armas químicas pela Síria e Rússia, principalmente na cidade de Idlib. Em resposta, no mês de abril. Em outubro o IE perde o controle da cidade que definiram com sua capital: Raqqa.

2018: A Turquia bombardeia e invade a região de Afrin na Síria. A operação chamada de “Ramo de Oliveira”, tinha como objetivo, segundo os Turcos, combater as YPG incentivadas pela administração do governo Trump. Como resultado centenas de “terroristas” forma mortos, segundo a Turquia. Observadores alegam que dezenas de civis forma mortos. Em fevereiro, as milícias YPG fecham acordo com o governo de Assad para auxiliar no combate aos turcos em Afrin.

Fevereiro de 2018: Ofensiva em larga escala a Ghuota Oriental, a leste de Damasco. Centenas de pessoas morreram e 400 mil ficaram sitiadas sem acesso a alimentos e cuidados médicos. Em 24 do mesmo mês o Conselho de Segurança da ONU aprova trégua humanitária de 30 dias em toda Síria, o que não foi respeitado.

Abril de 2018: Após várias ameaças, o presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia o lançamento de mais de 100 mísseis. A ação foi coordenada junto como a França e Reino Unido. Fez parte de uma retaliação ao ataque químico na cidade de Duma pelo governo de Assad e que deixou dezenas de civis.

Janeiro de 2019: Os EUA começam a retirada da Síria sob alegação de que o EI havia sido derrotado. A decisão foi contestada nos EUA e pelas milícias curdas na Síria. Essa decisão enfraqueceria o lado dos rebeldes curdos. EUA volta atrás da decisão de retirada.

Março de 2019: As Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança liderada por curdos, anunciaram que o autoproclamado califado do Estado Islâmico foi totalmente eliminado, após combates em Baghouz, considerado o último reduto jihadista na Síria. Militantes curdos e árabes das FDS, apoiados pela coalizão internacional liderada pelos EUA, combatiam há várias semanas os jihadistas.

Abril de 2019: Militares sírios lançam uma ofensiva no norte de Hama. No final de agosto, o combate e o avanço das tropas obrigam 300 mil pessoas a se deslocarem para o norte da província de Idlib.

Daily life of the population in Aleppo, Syria. Photo Omar Sanadiki-Reuters
Cotidiano da população em Aleppo, na Síria. Foto Omar Sanadiki-Reuters

Dezembro de 2019 – Março de 2020: Rússia lança um novo ofensiva (dentro do cessar fogo anunciado), o que força 1.000.000 de pessoas a fugirem das províncias de Idlib e Aleppo. São mais de mil assentamentos que se mantém sob risco de serem bombardeados. O número de unidades de saúde cai para 300, sendo que antes da guerra eram 600.

Fevereiro de 2021: Foguetes lançados pelos EUA destruíram 9 instalações de milícias iranianas perto da fronteira com o Iraque.

Abril de 2021: Bombardeio da Rússia teria matado 200 soldados de forças contrárias ao regime de Assad e destruído munições e armas.

Maio de 2021: O atual presidente da Síria Bashar Al-Assad é reeleito com 95% dos votos em uma eleição de fachada.

E o inferno não tem previsão de acabar…

Como são muitos os países envolvidos, etnias e grupos com interesses muitas vezes não claros, os países que apoiam o regime e os que são contrários já não sabem quem são os inimigos. Assim sendo, mesmo com todo poderio militar, a guerra não termina. Hoje já é o grande conflito mais longo da história moderna. A segunda Guerra Mundial durou 6 anos. A Guerra na Síria já passou de 10 anos. Algumas das consequências, além da perda de vidas e pessoas mutiladas, são os “deslocados” (retirantes dentro do próprio país vivendo em assentamentos) e as ondas de migração cujo destino principal é a Europa. Mais de 500 pessoas morreram apenas em 2015 tentando cruzar o Mediterrâneo de maneira precária. Hoje o número de imigrantes “ilegais” supera o número total dos imigrantes por consequência da Segunda Guerra Mundial.

População

A população da Síria é composta por diversos grupos étnicos, dentre eles: Árabes, Gregos, Armênios, Assírios, Curdos, Circassianos, Mandeus e Turcos. Religiosamente também existe um mosaico composto pelos principais grupos: Sunitas, Cristãos, Alauitas, Drusos, Mandeus e Iazidis. A predominância étnica-religiosa é de Árabes Sunitas.

Durante o período de conflito ocorreu uma redução significativa do total da população, quer seja por redução na taxa de natalidade, mas principalmente por movimentos de fuga do país a partir do ano de 2011. O ano com menor número foi o de 2018, e comparado a 2010 representou uma queda de mais de 20% da população: mais de 4,4 milhões de pessoas.

O crescimento começou a acorrer já em 2020 e deve seguir crescendo até a estabilização em 2080 com a população em torno de 36,5 milhões de pessoas.

Image modified from www.populationpyramid.net
Imagem modificada do site www.populationpyramid.net

A Guerra da Síria pode ter antecipado uma tendência mundial de envelhecimento da população, pois parte do crescimento de 2020, 2021… deve-se ao retorno dos refugiados. Outra parcela deve-se do aumento da expectativa de vida média.

Evolution of the Syrian population pyramid
Evolução da pirâmide populacional Síria

Para confirmar isso, abaixo a pirâmide populacional da Síria no ano de 2080:

Syria's population pyramid projected for 2080
Pirâmide populacional da Síria projetada para 2080

Produção agrícola da Síria

Segundo a FAOSTAT a Síria em 2019 produziu 67 produtos. Abaixo uma visão dos mais importantes.

Agricultural production in Syria 2019 - FAOSTAT
Produção agrícola da Síria 2019 – Produção Olivapedia, dados FAOSTAT

Efeito “Guerra” na produção agrícola

Com tamanha confusão interna era de se esperar uma redução na produção agrícola. E foi o que ocorreu, apresentando ano de 2014 uma redução de 13,4% sobre 2009. Contudo já em 2019, ainda em Guerra, a redução percebida sobre 2009 foi de 7,6%.

Effect of the War on Syria's Agricultural Production
Efeito da Guerra na produção agrícola da Síria – Produção Olivapedia, dados FAOSTAT

Introdução das Oliveiras na Síria

O território da Síria atual faz parte do antigo Crescente Fértil. Região onde o homem se fixou ao solo, logo início das primeiras civilizações. Seu formato de uma “lua crescente” é o que lhe atribui o nome.

Crecente Fértil – Onde a Civilização nasceu

O mapa acima também deixa claro uma leve intercessão com a Anatólia, também conhecida como Ásia Menor, região na qual atribui-se o início do cultivo da oliveira a mais de 7.000 anos. Talvez mais.

Então não há de se falar sobre a introdução da oliveira na Síria, pois a região é um dos berços, no máximo vizinha, da olivicultura.

Onde estão as Oliveiras na Síria

A distribuição dos olivais da Síria, divulgado pelo Ministério da Agricultura do país, refere-se aos ano de 2002. O número de oliveiras cresceu até 2011, como poderemos verificar abaixo, contudo a distribuição permanece válida…

O final dessa publicação é exclusiva a Patronos Frantoio VIP. No complemento para Patronos detalharemos o local dos olivais, cultivares nativos, produção e consumo de azeite e muito mais. Se você já é Patrono da Olivapedia acesse através do link:

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