O cultivar “Blanqueta” é um dos 570 cultivares registrados na Espanha. Possui uma grande difusão, sendo as vezes confundida com a Arbequina, principalmente pelo aspecto da árvore, cotudo com um azeite mais complexo, mas mais instável.

¿De donde viene el nombre? Origem do nome.

No início da maturação essa azeitona assume um tom esbranquiçado, entretanto ao longo do processo vai se tomando a cor vinho.

Foto: Site 9oliveres.com

Outros nomes

Sinônimos: Blancaleta, Hermaneta, Blanca Menuda, Blanc Vermell, Del Catllar, Blanqueta de Enguera, Blanc Bermell, Acebuchina Blanca.

Nomes atribuídos erroneamente: Blanca, Blanquilla, Blanc Roig.

Blanqueta milenar
Blanqueta milenar na reigão de Alicante – ES

Principal vocação

Utilizada principalmente para produção de azeite e comercializado de forma monovarietal ou combinado com outros cultivares.

Origem do cultivar

Sua origem é indicada como sendo na Serra da Mariola, próximo a Conceitana.

Localização da Serra da Mariola, origem da Blanqueta

Local de cultivo

Na Espanha são cultivados cerca de 18.000 hectares do cultivar Blanqueta na Comunidade Valenciana. Essa área é distribuída quase que igualmente entre Valência (Canal de Navarrés e Vall d’Albaida) e Alicante (El Comtat e L’Alcoia). Uma menor parte está na região de La Manchuela ou mesmo no vale superior do Ebro.

Alicante, Manchuela e Valência. Principais áreas de cultivo atual da Blaqueta

Localização dos principais cultivares da Espanha com destaque para a Blanqueta

Principais áreas de cultivo de oliveiras na Espanha, com destaque para área da Blanqueta

Cultura fora da Espanha

Diversos países vêm cultivando a Blanqueta devido sua alta produtividade e baixa sensibilidade a bianualidade.

Coleções registradas

As coleções registradas não significam que haja a exploração comercial do cultivar, nem significa que somente esses países cultivam a Blanqueta. Apenas indica os organismo que mantém em sua coleção o cultivar para estudo, experiências e/ou dissiminação.

  • Argentina: Faculdade de Agricultura de San Juan e estação experimental de Junin.
  • Brasil: Fazenda Santo André (Castro – Paraná) e EPAMIG (Maria da Fé – MG)
  • China: Olive Garden, (SHAANXI).
  • Egito: Coleção nacional – Faculdade de Agricultura – Universidade do Cairo.
  • Índia: Diretoria de agricultura.
  • Itália: Instituto para valorização das espécies de madeira e árvore.
  • Espanha: OLIVE WORLD COLLECTION – Instituto Andaluz de Pesquisa e Formação em Agricultura e Pesca da Andaluzia (IFAPA), Centro Alameda del Obispo e IRTA – Instituto Mas Bové Centro de Pesquisa e Tecnologia Agroalimentar, Coleção de Oliveiras da Comunidade Valenciana Instituto de Conservação e Melhoramento da Agro diversidade Valenciana Universidade Politécnica de Valencia Llíria (Valencia)
  • Marrocos: Centro Regional de Pesquisa Agronômica de Méknès – INRA (coleção Ain Taoujdate) e COLEÇÃO INTERNACIONAL DE MARRAKECH Centro Regional de Pesquisas Agronômicas de Marrakech – Estação INRA Experimental de la Menara (jardins Menara).
  • Portugal: Estação Nacional de Fruticultura “Vieira Natividade” – Departamento de Olivicultura.
  • Itália: Campo de Coleta e Conservação de Germoplasmo de Oliveira Internacional.
  • Japão: TOKUSAN NO KUDAMONO OLIVE – Associação de viveiros de frutas do Japão.

A Oliveira

Trata-se de uma oliveira considerada rústica, principalmente por sua resistência em terrenos pobres e secos.

Oliveira do cultivar Blanqueta
WP DataTables

Aspecto e dimensões gerais

Imagem adaptada a partir de foto cedida por “Viveiros Sophie”

Painel de degustação

Em uma degustação do azeite, forma observado os valores abaixo plotados em um painel. Isso é valido apenas para a degustação observada, pois condições edafoclimáticas, genética das árvores, manejo e processo de extração podem intervir no resultado. Vale como uma média para um azeite bem processado do cultivar Blanqueta.

Painel degustação de uma amostra de azeite de Blanqueta