Vamos começar essa publicação com uma “lenda” que trata da introdução das oliveiras no Chile. Ninguém atesta a veracidade, mas também ninguém nega a possibilidade.

Curiosidade: A origem do nome do país não é sabido ao certo, contudo as duas mais aceitas são:

  1. Seria uma onomatopeia* devido a som emitido pelo pássaro, existente na região, chamado Trile. O som é parecido com o nome Chile.
  2. Possível semelhança etimológica, “Chilli”, correspondente a “lugar onde a Terra termina”. Esse nome é usado pelos índios Aimarás ao Vale do Aconcágua.

*Onomatopeia ou mimologia, é uma figura de linguagem na qual se reproduz um som com um fonema ou palavra. A forma adjetiva é onomatopaico. Ruídos, gritos, canto de pássaros, som de animal, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopeias.

Wikipedia

Os relatos do El Inca

Inca Garcilaso de la Vega, ou El Inca, em seu livro Comentarios Reales de los Incas relata uma história sobre como as oliveiras foram levadas ao Perú e, de lá, para o Chile.

O relato diz que em 1560, Don Antônio de Riveira, oriundo de Sevilha, veio para a América do Sul, mais especificamente para a cidade dos Reis, como era conhecida Lima. Dentre várias espécies de plantas, trouxe oliveiras, que eram mantidas sob vigilância de mais de 100 homens e 30 cães.

Mesmo com toda essa proteção, certa noite conseguiram roubar uma árvore e a levaram a quase 2.900 quilômetros de distância, no atual território do Chile. A árvore lá permaneceu por três anos onde tornou-se uma linda oliveira. O tempo foi suficiente para que a mesma gerasse descendentes e assim iniciasse a olivicultura no Chile.

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