Trata-se de um dos principais cultivares da Itália, de fácil adaptação e brotação.
Outros nomes
Caninese, Montignoso, Oliva canina (Olivastro canino), Olivella, Oliva di Canino e Cornino
Nome atribuído erroneamente
Olivella.
Origem
O cultivar Canino surgiu na província de Virbeto, na Itália. Virbeto é uma das províncias de Lazio (Lácio), onde também se encontra a província de Roma com sua capital Roma que também a capital do país.
Referências:
D’Uliva E., Catalogo olivi. Le varietà che coltiviamo, 1926, Pages: 53, Pescia, Italy
Several Authors, Atti del Convegno Nazionale di Olivicoltura, (Bari 21-22 settembre 1938), 1942, Vol: 3 Pages: parte I II III – Confederazione Fascita Agricoltori, Bari, Italy.
Cultivo na Itália
Além da região de surgimento, na Itália é cultivada em diversas províncias. As mais representativas são:

Fora da Itália
Fora da Itália é conhecido o cultivo em:
Coleções
É um cultivar que desperta o interesse, mesmo de quem ainda não possui olival estabelecido. As coleções são estabelecidas com objetivando estudo, quarentena e climatização para implantação, cruzamento entre cultivares, ou simplesmente uma reserva botânica. Existem referência de coleções da Canino em:
Argentina, Brasil, Espanha, Índia, Israel, Jordânia, Marrocos, Nepal e Tunísia.
Algumas referências de coleções
Brasil:
– FAZENDA SANTO ANDRÉ – Castro – Paraná
Argentina:
– MINISTÉRIO DA AGRICULTURA – San Juan – Argentina.
– ESTACIÓN EXPERIMENTAL AGROPECUARIA JUNIN – (INTA) – I. Bousquet s/n, La Colonia, Junin, Mendoza, CP 5570 (CC 78) – Telefone:02623-420296 – Email: etrecoste@correo.inta.gov.ar; cpuertas@correo.inta.gov.ar
Principal uso da azeitona do cultivar Canino
Todas as fontes referenciam a utilização para fabricação de azeite. Não foram encontradas citação sobre as características da azeitona do cultivar Canino utilizada como azeitona de mesa.
Morfologia


Características agronômicas e resistências

¹ Pannelli G., Alfei B.,I parametri importanti per scegliere le cultivar, Olivo e Olio 2008 – Vol: 6 Pages: 46-56
² Lombardo N., Madeo A., Muzzalupo I., Ciliberti A., Godino G., Osservazioni comparate sulla precocità di entrata in produzione di 70 cultivar di olivo italiane, Italus Hortus 2006 – Vol: 13(2) Pages: 133-136
Referências resistências Bióticas e Abióticas:
- Bertolami A., Catalogo olivi., 1989, Prama Sud, Chiaravalle, Italy.
- Jacoboni A., Rugini E., “Olivone”: prime osservazioni sulle caratteristiche bio-agronomiche., Problematiche Qualitative dell’Olio di Oliva, 1990, Pages: 57-67, Accademia Nazionale dell’Olivo Sassari, Italy.
- Morettini A., Marinucci M., Jacoboni N., Olivi colpiti dal gelo., 1956, Vol: 1, Pages: 69, REDA Rome, Italy.
- Jacoboni N., Bartoletti F., Tipologia del danno ed interventi riparatori.,Giornata di Studio Aspetti Tecnici ed Economici dell’Olivicoltura Viterbese, 1985, Pages: 161-191, ENEA Rome, Italy.
- Parlati M.V., Turco D., Bellini E., Menna C., Selezione clonale dell’olivo nel Lazio: primi risultati ottenuti nel viterbese sulla cultivar “Canino”., L’Informatore Agrario 1986, Vol. 42(13) Pages: 113-119.
- Scaramuzzi F., Andreucci E., Indagini e osservazioni sui danni provocati dalle minime termiche del Febbraio 1956 agli olivi nei vivai di Pescia., Nuovo giorn. Bot. It. 1957, Vol: 66(1-2) Pages: 19-124.
- Bruni B., L’ASCOLANA MERITA IL MARCHIO D’ORIGINE. OLIVO & OLIO, 3: 62-63., 1999.
- Barranco Navero D., Cimato A., Fiorino P., Rallo Romero L., Touzani A., Castañeda C., Serafini E., Trujillo Navas I., World catalogue of olive varieties., 2000, Pages: 360, COI, Mundi-Prensa Madrid, Spain.
- Matteucci M., D’Angeli S., Errico S., Lamanna R., Perrotta G. and Altamura M.M., Cold affects the transcription of fatty acid desaturases and oil quality in the fruit of Olea europaea L. genotypes with different cold hardiness., Journal of Experimental Botany 2011, Vol.: 62(10), Pages: 3403-3420
O azeite
De uma maneira resumida, podemos identificar o azeite da Canino da seguinte forma:
- Ácido linoléico: alto
- Ácido linolênico: alto
- Ácido oléico: baixo
- Ácido palmítico: alto
- Ácido palmitoléico: médio
- Ácido esteárico: médio
- Polifenóis (total): médio
Mais detalhes sobre o azeite
Cor do óleo:
- Verde: 28%
- Verde intenso: 42%
- Amarelo / Verde: 28%
Média de teste do painel de óleo:
- Bom
Aroma do azeite:
- Amêndoa: 20%
- Alcachofra: 20%
- Grama cortada: 25%
- Frutado: 29%
- Tomate: 4%
Sabor do azeite:
- Amargo 6/15 40%
- Pungente 15/06 40%
- Doce 3/15 20%
Composição química:
(Parlati M.v., Pandolfi S., Valutazione dei macro e micro componenti dell’olio di oliva., 2003 – Vol: 1 Pages: 87 – Regione Lazio, ARSIAL, I.S.O.I., Univ. Roma” La Sapienza” Spoleto, Italy)
Óleo-composição química do óleo (%):
- Ácido araquídico:
- Alta 66%
- Médio 33%
- Ácido beênico:
- Baixa 50%
- Médio 50%
- Ácido eicosenóico:
- Baixa 100%
- Ácido etadecanóico:
- Médio 100%
- Ácido lignocérico:
- Baixa 100%
- Ácido linoléico:
- Médio 100%
- Ácido linolênico:
- Alta 75%
- Médio 25%
- Ácido mirístico:
- Baixa 100%
- Ácido oleico:
- Médio 100%
- Ácido palmítico:
- Médio 100%
- Ácido palmitoléico
- Médio: 100%
- Ácido esteárico
- Médio: 100%
Óleo – Número de peróxido:
- Baixa: 100%
Óleo-polifenóis em óleo (total):
- Alta: 14%
- Baixa: 14%
- Médio: 71%
Óleo-esteróis em óleo (%):
- beta-Sitosterol: 9%
- Brassicasterol: 4%
- Campestanol: 9%
- Campesterol: 9%
- Colesterol: 9%
- delta5,23-Stigmastadienol: 9%
- delta5,24-Stigmastadienol: 4%
- delta5-Avenasterol: 9%
- delta7-Avenasterol: 9%
- delta7-Stigmastenol: 9%
- Sitostanol: 4%
- Estigmasterol: 9%
Óleo-esteróis-em-óleo- (total):
- Alto 100%
Óleo-oleuropeína total e aglicona:
- 53,71 – 100%









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