Gostamos de dizer de onde vem os nomes dos cultivares que publicamos por aqui. No caso da Cordovil de Serpa é um pouco mais difícil, logo vamos por partes:

Cordovil: Nesse caso, não tem nada haver com o bairro no subúrbio do Rio de Janeiro. Significa: “oliveira minhota e alentejana”. Minhota é aquele que veio de Minho, antiga província portuguesa. Alentejo é outra região de Portugal. Também é sinônimo de Cordovesa – uma azeitona grande e carnuda.

Serpa: Essa é mais fácil. É uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Beja, região do Alentejo  com cerca de 12 .800 habitantes.

Logo: A oliveira Cordovil de Serpa é oriunda de Portugal, e produz uma azeitona grande e carnuda.

Atualmente a Cordovil de Serpa ocupa aproximadamente 7% da área dedicada aos olivais em Portugual. Sua presença é tímida em outros países, inclusive na Espanha, país vizinho com a maior área plantada do mundo.

Os cultivares Corvo de Serpa e Cordovil de Elvas são muito semelhantes morfologicamente, mas são variedades diferentes.

Alguns outros nomes: Cordovil de Moura, Cordoveza, Cordovil Acuminada, Olivier de Cordoue e Vermehal.

A Oliveira da Cordovil de Serpa

Variedade muito rústica, com boa tolerância a terras com alto índice de calcário. Contudo, é sensível ao frio excessivo, à seca e à salinidade. Média capacidade de rizogênese. Produz em pouco tempo, mas de forma irregular.

É uma árvore de baixo vigor, com copa aberta e densidade média.

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