Peru Flag
Bandeira nacional do Peru

A bandeira do Peru, adotada em 25-02-1825 foi baseada em desenhos realizados por San Martín, “libertador das Américas”, e Torre Tagle, segundo presidente do Peru.

Peru government flag
Bandeira do governo peruano

A escolha das cores pode ter sido uma inspiração nas corres dos flamingos com asas vermelhas e peito branco da região de Pisco, no litoral sul do Peru. Outra vertente indica que o branco teria sido retirado da bandeira da Argentina e o vermelho da bandeira do Chile, ambos países também libertos por San Martin, e cujos homens compuseram o exército de libertação do Peru.

Ainda há a bandeira adotada pelos órgãos governamentais, muitas vezes confundida com a bandeira nacional.

Machu Picchu

O Peru está ao noroeste da América do Sul. Abriga parte da Floresta Amazônica, bem como diversos sítios arqueológicos, dentre eles o Machu Picchu: uma antiga cidade Inca na cordilheira dos Andes, conhecida mundialmente.

Machu Picchu (em quíchua: “velha montanha”) fica no Vale Sagrado dos Incas a 2.400 m de altitude. Próximo está a cidade colonial de Cusco e o Camino Inca.

Curiosidades “dos Perus”

– O nome deste país parece ser anterior à chegada dos espanhóis. Para o Dicionário Oxford o nome vem de Birú ou Perú, que em guarani significa “rio”. Para o historiador Raúl Porras Barrenechea, Birú era, na verdade, o nome de um cacique do sul do Panamá e todas estas terras recebiam o nome dele. Outras teorias afirmam que a origem da palavra Peru é Viru, que é uma palavra no idioma quechua – Fonte: https://www.bbc.com/

– O nome da ave peru tem a sua origem provavelmente no topônimo Peru, apesar de ser originário da américa do Norte. No século XVI acreditava-se que as aves (peru) que chegavam ao continente europeu.

Onde fica o Peru

Peru localization
Localização do Peru

O Peru está localizado no lado oeste do continente sul americano

Sua latitude a norte “esbarra” na linha do equador a 0º. Ao Sul sua latitude é de 18º29’.

Ao Norte faz fronteira com o Equador e com a Colômbia. A leste com o Brasil e ao sudeste com a Bolívia e sul com o Chile. A oeste está o oceano Pacífico.

Características do País

É o 3º maior país da América do Sul e 20º do mundo com 1.285.220 Km².

Todo território ao longo da costa é dominado pela Cordilheira dos Andes. Essa influência chega a ser de 400Km da costa, mas na maioria do território fica limitado a 190Km, na média.

Topografia

Como indicado abaixo o Peru sofre a influência de toda sua costa da Cordilheira dos Andes.

Topographic of Peru
Topografia do Peru

É quase um forte natural com enormes montanhas que chegam a 6.786 metros de altitude.

O ponto mais alto é chamado de Nevado Huascarán, simplesmente Huascarán, na Cordilheira Blanca. Seu nome foi dado sendo o nome de um líder inca, chamado Huáscar, do século XVI.

Regions of Peru
Regiões do Peru

Maiores picos do Peru

Peru's biggest peaks table
Maiores picos do Peru

População

O Peru encontra-se em uma fase de amadurecimento da população, sendo que em 2065 a idade média começará a aumentar significativamente.

Peruvian population age
Idade população do Peru

Há registros de que as civilizações no litoral e interior do Peru nos anos 700 a. C. para frente.

Nazca Lines
Linhas de Nazca

Moche e Nazca viveram no litoral do Peru entre os anos de 700 a.C. e 100 a.C. Os Moches produziam peças de metal incríveis e fantásticos trabalhos em cerâmica. Já os Nazcas eras especializados em produtos têxteis e deixarsm as misteriosas marcas no solo conhecidas como linhas de Nazca.

Essas primeiras culturas registras começaram a decair em função do clima, no qual as intempéries severas varriam as suas regiões, variando entre longas secas e grandes tempestades.

No interior encontravam-se os Huari e os Tiwanaku, e expandiram seus territórios em amplas regiões entre o Peru e a Bolívia.

Massacre of Cajamera - 1532. Imprisonment and death of the Inca emperor Atahualpa

Quando os espanhóis chegaram, a civilização dominante do norte do Equador ao centro do Chile era a Inca. Os Incas já estavam debilitados por uma guerra civil cinco anos antes, nesta guerra o Imperador Atahualpa derrotou seu irmão e tomou o governo do Império. Logo, foi mais simples para Francisco Pizarro, conquistador e genocida espanhol conquistar a civilização Inca e realizar sua empreitada por busca de enormes riquezas contadas nas lendas.

O estabelecimento de um governo estável, sob a tutela do reino espanhol foi difícil e cheia de confrontos e mortes devido a insatisfação do povo “conquistado”.

O modelo encontrado pela Espanha e Pizarro foi o de “encomienda” onde o trabalho forçado pelos conquistadores era tributado, mas em troca era fornecida proteção e “catequização”. E isso muito antes do Bolsonaro através das milícias e igrejas “crentes”. Desculpem… Não resisti!

O título de toda a terra era do rei da Espanha, que cedia aos desbravadores o direito de exploração. Pizarro como governador do Peru utilizou o sistema de “encomienda” para forçar o povo a cuidar de criações antes desconhecidas, como gado bovino e galináceos, bem como a cultura de vegetais oriundos da Europa e África.

Em 1541, o líder do movimento contrário a ocupação espanhola: (El Mozo), matou Pizarro, logo o país entrava em uma nova guerra civil.

Em 1542 foi criado o Vice-reino do Peru, abrangendo quase todo o domínio espanhol nas Américas. Contudo o mesmo sofreu duas grandes divisões. A primeira em 1717 com a criação do Vice-reino de Nova Granada (Virreinato de Nueva Granada) que incluía a maioria dos territórios dos atuais Panamá, Colômbia, Equador e Venezuela. Posteriormente, em 1776, com o a criação do Vice-reino do Rio da Prata, que abrangia o território atual de Argentina, Paraguai, Uruguai (Banda Oriental do Uruguai), e pequenas partes dos territórios do Brasil e Bolívia.

Em 1544 a coroa espanhola enviou Blasco Núñes Vela para a função de vice-Rei do território a fim de debelar a revolta dos “conquistados”. Blasco Núñes foi assassinado pelo irmão de Pizarro (Gonzalo Pizarro). A Espanha envia um novo vice-Rei: Pedro de la Gasca, que não só executou o Gonzalo Pizzaro como conseguiu restaurar a ordem.

Começou a “colonização” espanhola com o troca de nome de cidades por padrões espanhóis, construção de prédios, forte catequização, imposição das artes…

Poucas cidades, como Cuzco, mantiveram a maioria das construções incas. Outras vilas, como Huanuco Viejo, foram abandonadas por estarem em uma altitude muito elevada.

A população nativa reduziu fortemente em número. O efeito da invasão, não apenas pelos massacres, mas também por novas doenças trazidas pelos espanhóis, foi semelhante a um genocídio.

Com o vice-reino, enormes quantidades de outro e prata foram retirados dos Andes, o que tornou o Peru a principal fonte de riqueza na América do Sul para os invasores.

Mesmo com a população quase dizimada, ainda ocorreram várias insurreições. No século XVIII forma 14 grandes revoltas, sendo as mais importantes a de Juan Santos Atahualpa, 1742, e a de Tupac Amaru, 1780.

Em 28 de julho de 1821, José de San Martin declarou a independência peruana, resultado de constantes desentendimentos entre a elite local (criolla) e o vice-reino:

deste momento em diante, o Peru é livre e independente, pela vontade geral dos povos e pela Justiça da sua causa que Deus defende. Vida longa à pátria! Vida longa à liberdade! Vida longa à independência!

José de San Martin

O reconhecimento pela Espanha ocorreu somente em 1824 quando o general Antônio José de Sucre derrotou as tropas espanholas na batalha de Ayacucho.

A mudança do controle do povo nativo simplesmente foi trocada de mãos para a Elite dominante no Peru.

Guerras por definição territorial ocorreram ao Sul e ao Norte. Ao Sul o Peru perdeu o vale de Arica, uma das principais regiões produtoras de azeitona do Chile. Ao Norte tratados entre o Peru e Equador reduziram os combates, até ser ratificado em acordo em 1999, contudo estabelecido desde 1929.

Outros fatos relevantes:

  • O governo de Ramón Castilha (1845-1851 e 1855-1862) libertou os indígenas do pagamento de tributos, bem como os negros da escravidão;
  • Na Guerra do Pacífico (1879-1884), o Peru perdeu para o Chile o controle das jazidas de nitrato no deserto de Atacama e na província de Tarapacá.
  • Em 1968 ocorreu um golpe de estado e o general Juan Velasco Alvarado assumiu o poder tomou o poder;
  • Em 1975 o general Juan Velasquo é deposto;
  • Em 1979 o governo retorna aso civis;
  • Em 1980, início das atividades do “Sendero Luminoso” – grupo terrorista, que fez com a inflação chegasse a 7.600% ao ano em 1990;
  • 1990 entrada de Alberto Fujimori como presidente, e saindo do governo somente 10 anos depois.
  • Em 2003, plantadores de coca (cocaleros) aos milhares, marcharam até a capital Lima, protestando contra a tentativa de acabar com esse cultivo, que é considerado ilegal.

Origem das oliveiras no Peru

Em grande parte amos transcrever o texto publicado em Oliveiras Pelo Mundo: CHILE – OLIVAPEDIA, pois tanto na lenda quando na provável versão real, os dois países dividem a mesma história.

Os relatos do El Inca

Inca Garcilaso de la Vega, ou El Inca, em seu livro Comentarios Reales de los Incas relata uma história sobre como as oliveiras foram levadas ao Perú e, de lá, para o Chile.

O relato diz que em 1560, Don Antônio de Riveira, oriundo de Sevilha, veio para a América do Sul, mais especificamente para a cidade dos Reis, como era conhecida Lima. Dentre várias espécies de plantas, trouxe oliveiras, que eram mantidas sob vigilância de mais de 100 homens e 30 cães.

Mesmo com toda essa proteção, certa noite conseguiram roubar uma árvore e a levaram a quase 2.900 quilômetros de distância, no atual território do Chile. A árvore lá permaneceu por três anos onde tornou-se uma linda oliveira. O tempo foi suficiente para que a mesma gerasse descendentes e assim iniciasse a olivicultura no Chile.

Passados os três anos, devido as insistentes investidas de Don Antônio contra o roubo, a oliveira foi devolvida ao mesmo local de onde havia sido retirada.

Por fim, o Chile acabou sendo um local mais favorável para plantação de oliveiras – talvez por estar em uma zona de latitude mais propícia que o Peru. Arica, onde se encontra o vale de Azapa, é uma das cidades mais ao norte do Chile e encontra-se a uma latitude aproximada de 18,5 º sul.  O Peru vai aproximadamente da mesma latitude até a linha do equador (0 º de latitude).

Parte confirmada da lenda

A oliveira chegou ao Peru pelas mãos do rico Don Antonio de Ribera, que embarcou em Sevilha em 1559, trazendo várias estacas de oliveiras selecionadas como uma carga preciosa. Das 100 mudas que trouxe para reprodução, apenas três chegaram em condições de enraizar.

Uma versão mais conservadora…

Nau Fenícia
By Sven Nilsson (1787–1883) – Fenisiska Kolonier i Scandinavien (1875), Public Domain

Em 1492 as Américas receberam as primeiras mudas de oliveiras vindas de Sevilha. Mais precisamente no Caribe, nas Antilhas, também chamadas de Índias do Oeste. Logo, de maneira indireta, podemos atribuir o mérito aos Fenícios.

As primeiras mudas, bem como centenas de outras espécies, foram misturadas as espécies locais e aos poucos foram sendo disseminadas pelas Américas.

O primeiro olival do qual se tem registro, de maneira regular, ocorreu no México, quase 70 anos após a chegada das oliveiras no novo mundo. Dali para o Perú, Califórnia (na época, ainda sob domínio dos mexicanos), Chile e Argentina foi um pulo.

As duas versões provavelmente ocorreram em paralelo, ao menos os fatos confirmados da “lenda”.

Onde estão as oliveiras do PERU

Olhando mais um mapa abaixo sobre o clima no Peru, vamos entender a distribuição das oliveiras, que dentro de um conceito “clássico” (30º a 45º N ou S). Logo o Peru não seria um território com vocação para olivicultura.

Climate of Peru
Climas do Peru e capitas das regiões produtoras de azeitonas

O Peru tem poucas áreas ondo o micro-clima possibilita o cultivo de oliveiras. Os olivais concentram-se entre o litoral do Oceano Pacífico e a Cordilheira dos Andes. Os olivais de Lima e Ica, apesar de mais antigos, e os de La Libertad são os menores e menos produtivos dos 6 apontados ao lado. Isso se deve ao fato de os mesmos encontrarem-se em regiões mais quentes, e com menor variação de temperatura ente o verão e o inverno.

Observação: Como o Norte do Peru “encosta” na Linha do Equador, e sua extensão em latitude não chega aos 19º Sul, a temperatura no inverno, mesmo no mais extremo Sul, está longe de manter uma constância necessária a hibernação das oliveiras, condição básica para uma boa floração. Uma consequência do clima constantemente mais aquecido é de que as árvores de forma mais acelerada (2X) que os mesmos cultivares no Mediterrâneo.

olive producing regions in Peru
Regiões produtoras de azeitona no Peru

Regiões produtoras do Peru

Olive producing region in Peru
Região produtoras de azeitonas no Peru

Produção de azeitonas no Peru

Resultados obtidos entre os anos de 2011 e 2019

Área de colheita e produção de azeitonas de 2011 a 2019 – Peru

Olivais de La Libertad

A despeito da região ser a mais importante para a produção agrícola do Peru, a produção de azeitonas ocorre de forma marginal.

Apenas 0,21% de toda a produção de azeitonas do país, isso representaria um valor médio de pouco mais de 200 toneladas por ano.

Também não há registro de Lagares (Almazarras) na região, logo toda colheita é voltada a produção de azeitonas de mesa.

As províncias que, provavelmente colhem as azeitonas são Ascope, Trujillo e/ou Virú, mais especificamente próximo aos rios: Chicama, Mocher e/ou Rio Virú, respectivamente.

Provícias da região de La Libertad – Peru

Em La Libertad as diferenças entre as média de temperatura máxima e mínima são as menores de todo Peru. A variação entre a média máxima no verão e média mínima no inverno fica em torno de 9º Celsius.

A temperatura mínima no inverno chega pouco abaixo dos 17º Celsius. Ou seja: longe da temperatura mínima de hibernação para as oliveiras. Vide: Plantio – Parte I: Requisitos do Local – OLIVAPEDIA.

Olivais de Lima

Os principais distritos produtoras da região, por províncias:

  • Lima: Lurin e Huacho.
  • Haura: Haura.
  • Huaral: Huaral.
  • Cañete: Chilca.
  • Barranca: Barranca.
Províncias da região de Lima – Peru

A situação dos olivais em Lima pode ser medida por publicação feita em 2017 pelo blog “DePado.eu” em tradução livre para o português:

Chegaram provenientes de Espanha há mais de 400 anos, e plantaram-nas em Lima. São 1600 oliveiras que, apesar das suas doenças, do crescimento urbano e da contaminação, sobrevivem ao bulício citadino e continuam a dar frutos. O bosque inicialmente tinha 23 hectares, tendo sido plantado em 1560 pelo espanhol Antonio de Ribera, e eram originárias de Sevilha. Ele queria que os habitantes da colónia pudessem comer azeitonas excelentes e produzir um azeite tal como faziam em Espanha. No final do século XVIII havia cerca de 2000 árvores no olival. Hoje, das 1600 que restam, cerca de 75% delas continua em pé, apesar do seu estado crítico, afetadas por fungos e insetos. Em agosto, especialistas da Universidade Agrária La Molina examinaram as árvores localizadas no bairro exclusivo de San Isidro, presentemente o centro financeiro do Peru. Encontraram muitas delas seriamente danificadas.

Parque Olivar - Peru - over 400 years old
Parque Olivar – Peru – com mais de 400 anos. Foto: Oliveoiltimes.com

As temperaturas na região também não são muito “confortáveis” às oliveiras, apesar de já ser um pouco melhor que na região de La Libertad. A variação entre a média máxima no verão e mínima do inverno é de 12º Celsius. A mínima no inverno atinge um pouco abaixo de 15º Celsius.

Olivais de Ica

Os principais distritos produtoras da região, por províncias:

  • Chinca: Chinca Alta, Chinca baixa.
  • Pisco: Paracas, Pisco, San Andrés.
Provinces of the Ica Region
Províncias da região de Ica

As oliveiras na região de Ica estão literalmente plantadas no deserto sobre uma areia fina e branca.

Olivetrees in Ica
Oliveiras em Ica – Foto: http://azeitedeportugal.blogspot.com/

Atualmente a empresa Oasis Olives é responsável pelo empreendimento, é uma empresa australiana do grupo Jayfresh Australia. Além do processamento de azeite, a empresa também produz azeitonas de mesa.

Olivetrees and Olives from Oasis Olive
Oliveiras e azeitonas da Oásis Olive

Em 2012 o olival já tinha uma área de 500 hectares (5.000.000m² è 5km²) em meio as dunas, e é a primeira região, do Norte para o Sul, onde a produção de azeitonas é mais relevante. De 2011 a 2019 a produção média anual foi de 7.814 toneladas.

Devido ao clima seco e sem chuva (chove uma vez a cada 5 anos), o olival é de regadio, ou seja: sempre molhado com água através de irrigação.

Rains in ICA - Peru. Image: www.weatherspark.com/
Chuvas em ICA – Peru. Imagem: pt.weatherspark.com/

As temperaturas médias mais altas no verão e mais baixas no inverno variam em aproximadamente 13º Celsius, e a mais baixa no inverno em torno de 15ºC.

Há 20 minutos da Oasis Olives existe outro Lagar da OlivePeru com capacidade de processamento de 2.000 Kg de azeitonas por hora. A baixa capacidade de “trituração de azeitonas” está associada a capacidade de produção no campo. Sua produção é exclusivamente orgânica onde o controle biológico é realizado por insetos predadores de pragas dos olivais. Possui certificação para comercialização do produto como orgânico em quase todo os países do mundo:

OliPeru certifications
Certificações OlivePeru

São 11 cultivares da Oliperu, dentre eles:

– Espanholas: Picual, Barnea, Mazanilha e Arbequina

– Italianas: Coratina, Frantoio.

OlivePeru
Lagar da OlivePeru

O rendimento (azeite por massa de azeitonas processadas) da planta de extração de azeite da OlivePeru varia entre 13% e 17%, o que para os cultivares utilizados é baixo. O motivo é justamente as condições extremas de cultivo.

Lagar da Oliveperu com uma arquitetura arrojada, é a única grande produtora de azeite 100% orgânico do Peru.

Fazenda Samaca – província de Ocucaje

O nome Samaca significa “onde fica a areia”. Na região existe apenas um rio do vale do Ica e apenas no verão.

A fazenda se encontra província de Ocucaje, que fica ao sul do território de ICA. Produz azeite extra virgem, blends, e azeitonas de mesa do cultivar Picual a partir de seu olival de 20 hectares.

Foi fundada em 1.990 por Alberto Benavides, um ex-professor universitário de filosofia que decidiu se dedicar à terra trabalhando com os habitantes das aldeias vizinhas.

Além das oliveiras são cultivadas algumas plantas nativas, como: a árvore huarango, um tipo selvagem de tomatillo, várias abóboras e feijões conhecidos como “pallares”.

Toda produção é orgânica e a água reciclada sempre que possível.

A província de Ocucaje já possui o solo diferente, mais rochoso. Nessa província ficam a ruínas da antiga civilização pré-inca de Nazca, inclusive é possível encontrar os conhecidos artefatos na propriedade.

O olival ficou é de responsabilidade do filho, Rafael Benavides Orjeda, de se dedica enormemente para vencer as dificuldades impostas pelo clima, sendo a principal a dificuldade de floração pela falta de frio.

Impactos do clima de ICA na Produção

Os cultivares melhor adaptados as condições severas da região são a Koroneiky e Arbequina, em especial o primeiro cultivar. Aparentemente esses cultivares produzem em quantidades semelhantes as primas na Europa, contudo os cultivares como barnea, leccino e frantoio são inviáveis.

As restantes variedades (Barnea, Leccino, Frantoio), são para esquecer porque são absolutamente improdutivas. Árvores com volume para produzir acima de 40 kg de azeitona, produzem meia dúzia de azeitonas cada uma.

Alberto Serralha

O restante da pulicação sobre olivicultura no Peru é exclusivo para patronos Koroneiki e Frantoio através do link:

Oliveiras pelo mundo: Peru (Perú) – Patreon ou ainda através da publicação no site do www.patreon.com/olivapedia.

No complemento da publicação vocês encontraram mais detalhes sobre as principais regiões plantadoras (Arequipa e Talca), lagares produtores, cultivares nativos, números de produção e consumo de azeite e azeitona de mesa, prêmios do Peru no NYOOC, e muito mais.

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