Oliveiras pelo mundo: Rússia (Росси́я) – Patreon
Essa é uma publicação complementar exclusiva para Patronos Koroneiki e Frantoio da publicação aberta Olivicultura pelo mundo: Rússia (Росси́я) – OLIVAPEDIA
Consumo de aceite na Rússia
Enquanto a produção de azeite local não ocorre, a saída é importar. Para tanto o maior desafio é o custo de transporte, que deixa o azeite com preço muito elevado na Rússia, fazendo o mesmo ser um produto de consumo da elite econômica.
Assim como diversos outros países preocupados com a melhoria dos produtos consumidos pela população, a Rússia vem realizando acordos com os principais países produtores a fim de aumentar a oferta no mercado interno.
Observação: Todos os valores apresentados quanto ao consumo importação de azeite para 2020 são estimados, bem como os valores para 2021 são previsões.
Como a população da Rússia é relativamente estável, principalmente a partir do ano de 1991, o consumo por pessoa mais ou menos que acompanha o crescimento total do país, contudo observamos um “descolamento” entre as linhas do gráfico acima, principalmente a partir de 2002 e 2003 devido a redução da população, contudo manteve a tendência de aumento do consumo de azeite de maneira geral.
Outra questão importante é que o aumento da importação e consumo vem sendo observado mais no NCM (código aduaneiro) 15.09.10, que agrupa o azeite virgem extra, virgem, virgem normal e o azeite lampante (impróprio para a alimentação humana sem refinação). Demais classificações e suas variações, como refinado e óleo de bagaço, seguiram estáveis sem aumento ou redução de importação.
Origem do azeite consumido na Rússia
Diversas fontes citam a Espanha como o principal país fornecedor de azeite para Rússia, principalmente no início da década de 2010. Os seguintes principais fornecedores eram a Itália, Grécia, Turquia, Tunísia e Portugal.
E as azeitonas de mesa?
As azeitonas de mesa, considerando apenas o consumo e importação oficial, segue o mais ou menos o mesmo caminho do azeite, acentuada o custo elevado na Rússia diante dos preços praticados no resto da Europa.

O crescimento a partir dos anos 2.000 esteve associado a mesma campanha para aumento de consumo de azeite, contudo sem motivos relatados o mesmo caiu fortemente (68%) no ano de 2015. O mesmo comportamento observamos no consumo de azeite, mas de maneira muito menos acentuada com redução de 37%, contudo comparando os anos de 2014 com 2020 a queda foi reduzida a 10%, denotando uma recuperação que não ocorreu no consumo de azeitonas de mesa.
Podemos especular algumas razões:
- Redução na promoção de azeitonas de mesa;
- Aumento do custo causado pelo aumento da procura de outros mercados;
- Estoques elevados por “excesso de importação” nos anos anteriores. Esse pode ser o principal fator se observarmos que a aceleração da importação de azeitonas ocorreu antes do aumento de importação de azeite, e manteve-se em alta por mais tempo. Caso esteja correta essa análise, veremos uma recuperação ao nível de 40.000 toneladas a partir de 2022 ou 2023.



