1. Malta
  2. Marrocos
  3. México
  4. Montenegro
  5. 32 – Em breve
  6. 33 – Logo mais
  7. 34 – Não tarda
  8. 35 – Aguarde um pouco

Olá! Uma pequena reintrodução

Essa série de publicações “44 países produtores de azeite que você talvez não saiba…” não inclui produtores tradicionais como Espanha, França, Itália, Grécia e Portugal. Cada um desses países tem ou terão uma publicação própria. A ideia é dar uma visão da propagação da cultura pelo mundo. Divirtam-se.

Devido a profundidade que começamos abordar cada país, resolvemos ir complementando e ajustando a publicação conforme cada o material de cada país for ficando pronto, e em paralelo disponibilizando a patrocinadores a publicação completa de cada país. De qualquer forma tem bastante coisa para ler. Divirtam-se!

28 – Malta

Malta é um pequeno arquipélago “muito bem perdido” no meio do mar Mediterrâneo. Suas maiores cidades são Valletta, Sliema e St. Julian’s.

Até 1964 Malta fazia parte do Reino Unido, obtendo sua autonomia neste ano. Em 1974 tornou-se uma república, rompendo os laços finais com o Reino Unido em 31 de março de 1979 – Dia da Liberdade. Em 2004 foi aceita na União Européia, inclusive adotando o Euro.

LOCALIZAÇÃO

Como mencionamos, Malta está maravilhosamente “perdida” no meio do Mar Mediterrâneo. A apenas 93 quilômetros da Sicília na Itália.

Seu território de 312 Km² está entre os paralelos 35о8’N e 36о06’N, ou seja: Totalmente dentro da faixa considerada ideal para plantio de oliveiras (30о e 45о, tanto Norte quanto Sul).

Origem

Os primeiros registros de ocupação humana em Malta datam do Neolítico (12.000 a 3.000 a.C.). Nesse período temos os seguintes registros:

  • – Indícios de cultivo de oliveiras na Ásia Menor (Irã e Palestina) e primeiros indícios de extração do azeite em 4.000 a.C..
  • Registro das primeiras extrações de azeite no Egito por meios mecânicos, e utilização do azeite para iluminação de templos. Essa informação é contestada, pois nessa época as oliveiras talvez ainda não tivessem chegado ao Egito: 3.000 a.C.
  • Extração de azeite  no Líbano, Chipre e Creta. Em torno de 1.700 a.C ocorreu uma evolução na técnica de extração. As primeiras “prensas” de árvores apareceram em Ugarit (atualmente Ras Shamra, na Síria).

Sabemos que os Fenícios disseminaram a cultura por diversos países, por onde se fixavam ou simplesmente realizavam comércio. A civilização Fenícia teve seu início por volta do ano 2.300 a.C., e em 1.000 a.C. ocupou o arquipélago de Malta, logo provavelmente vem daí o início da olivicultura no arquipélago. Outra hipótese data a partir da ocupação grega que se iniciou em 736 a.C.

Cultivares

Cultivares autóctones, ou seja: nativos, são apenas 3 os registrados:

  • San Blas – Azeite.
  • Maltija – Azeitona de Mesa.
  • Bidni – Azeitona de mesa e azeite.

Outro cultivar bastante difundido em Malta é a Leucocarpa, nativa da Itália, seu nome vem do Grego leukos(branca) e karpos(polpa).

Demais principais variedades são: Frantoio, Leccino, Carolea e Coratina italianas, e a Chelali tunisiana.

Onde estão as oliveiras em Malta

Praticamente em todo Arquipélago e em especial nas duas maiores Ilhas: Malta e Gozo.

Divisão de distritos e principais pontos relacionados a olivicultura e consumo de produtos da oliveira no Arquipélago

Existem programas para aumento da área plantada e produção de azeitonas, tendo com maior foco o azeite. Em 2014 haviam 9 lagares registrados no arquipélago.

Produção e Consumo de Azeite e Azeitonas

A produção de azeite e azeitona de mesa é mal reportada. O que localizamos foram relatórios da FAO sendo os resultados demonstrados abaixo:

Fonte: FAO

Malta ainda não atingiu a auto suficiência na produção de azeite e azeitona de mesa e azeite, logo depende significativamente da importação, normalmente da Itália. Isso não significa que o azeite ou azeitona sejam italianos.

Fonte: FAO e Banco Mundial

Conclusão

Apesar do consumo de azeite reportado por pessoa em Malta seu muito abaixo de países como Itália, Espanha e Grécia, o mesmo tem um lugar importante na culinária Maltesa. Mais até que o azeite, a azeitona, em especial a “Leucocarpa” (azeitona branca), figura em diversos pratos e tira gostos.

Há de se considerar também a retomada da atenção as oliveiras ocorridas apenas nas últimas décadas e principalmente após a saída do controle britânico sobre a Ilha.

CONCURSOS

O azeite de maior destaque internacional de Malta é o Ramla Valley Extra Virgin Olive, um blend de 75% coratina, 15% frantoio e 10% pendolino. Apesar de não ter participado de nenhuma edição do NYOOC – concurso que utilizamos como referência em nossas publicações, em 2016 o mesmo ganhou medalha de prata do IOOC, em 2018 bronze no London IOOC e ouro no mesmo ano pelo IOOC.

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OLIVEIRAS PELO MUNDO: MALTA

29 – Marrocos

Marrocos é um país que fica na costa noroeste do continente africano, fazendo fronteira a oeste com o oceano Atlântico, a norte com o estreito de Gibraltar – Espanha, a leste com a Argélia e ao sul com a região conhecida como Sahara Ocidental. Mais ao Sul está a Mauritânia.

Possui a quinta maior economia do continente africano. Seu território é de 446.550 quilômetros quadrados, mas reivindica mais 266.000 quilômetros quadrados de um território conhecido como Saara Ocidental. Hoje essa área é parcialmente administrada pelo Marrocos, pois a Espanha e a Mauritânia, querelantes do passado, abriram mão do território. Contudo um povo que habita a região, os “Sahrawi”, controle uma menor parte da região apoiados pela Argélia. A ONU também reconhece o direito dos Sahrawi de uma autodenominação.

Em verde escuro o terreno oficial. Em verde Claro o terreno reivindicado

A capital do Marrocos é a cidade de Rabate, contudo a maior Casablanca. Para os cinéfilos: é a mesma Casablanca do filme com Humphrey Bogard.

A área “oficial” do país fica entre os paralelos 27 ° 56′ e 35 ° 46′ norte, logo estando a maioria de seu território na “zona ótima” para cultivo de oliveiras (30 a 45 graus norte ou sul).

ORIGEM DA OLIVICULTURA NO MARROCOS

O Norte da África e o Marrocos foram lentamente atraídos para o mundo mediterrâneo, e a partir de 1.200 a.C. começaram a receber “visitas” dos Fenícios, grandes comerciantes do Mediterrâneo até o século VI a.C.. Os Fenícios estabeleceram colônias comerciais e assentamentos, e dentre os produtos comercializados estava as oliveiras.

É nesse ponto da história que as oliveiras são introduzidas no território conhecido hoje como Marrocos e em diversos outros locais como Tunísia, Líbia. Os europeus contestam ainda que as oliveiras tenham sido trazidas de fora, e não desenvolvida no próprio território. Mas a teoria ainda melhor aceita é a origem na Ásia Menor.

Outra teoria da conta que as primeiras oliveiras do Marrocos vieram através de colonizadores gregos na Sicília. Os colonizadores levaram a oliveira para a ilha e depois para o continente africano. Eventualmente, conforme as rotas comerciais se desenvolveram, a azeitona foi trazida para o oeste até o Marrocos.

CULTIVARES AUTÓCTONES – NATIVOS

Com a história “intensa” da formação do Marrocos, tendo sofrido invasões e disputas de tantas nações onde a cultura da oliveira fazia e faz parte do dia a dia, é mais que natural que um grande número de variedades se desenvolvessem. São 40 cultivares diferentes, o que é bastante representativo diante dos demais países, inclusive considerando a pequena extensão territorial.

OLIVICULTURA HOJE NO MARROCOS

Em 2017 o Marrocos possuía uma área de 1.020.569 hectares (ha) dedicados a olivicultura. Ou seja: 10.205,69 Km² de olivais. Isso representava 0,22% de todo o território do país.

Em 2019 o governo do Marrocos informou que a área já era de 10.700,00 Km² (1.070.000 ha), sendo a principal árvore frutífera cultivada no Marrocos. Representa 65% de todas as árvores do país.

Ao lado das oliveiras também crescem as árvores de Argan, uma noz típica de regiões muito secas, cujas raízes se aprofundam até 70 metros em busca de água. Utilizada para combate a desertificação.

Bem… A Oliveiras e nozes de Argan não são as únicas espécies na região…

Cabras comendo nozes nas Argans

PRODUÇÃO E CONSUMO DE AZEITE E AZEITONAS

A despeito da propaganda do governo que informa que o Marrocos é o quarto maior produtor de azeite do mundo, isso ainda não é uma realidade. Ocupa um honroso sexto lugar, atrás da Espanha, Itália, Grécia, Tunísia e Turquia.

AZEITE MARROQUINO EM COMPETIÇÃO

Mantendo como referência o NYOOC, o Marrocos atingiu os resultados:

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OLIVEIRAS PELO MUNDO: MARROCOS

30 – México

Na bandeira e no hino do México as oliveiras estão presentes.

"...Ciña ¡oh patria! tus sienes de oliva
De la paz el arcángel divino
Que en el cielo tu eterno destino
Por el dedo de dios se escribió…

Em livre tradução:

“...Fixe ó pátria! seus templos com oliveira
Da paz o arcanjo divino
Que no céu seu destino eterno
Pelo dedo de Deus estava escrito...”

O México é o país mais ao sul da América do Norte e o mais ao Norte da América Latina.

No território, entre 1800 e 300 a.C., começaram a formar-se culturas complexas, sob certos aspectos, mais desenvolvidas que as europeias. Algumas evoluíram para avançadas civilizações mesoamericanas pré-colombianas tais como: olmeca, teotihuacan, maia, zapoteca, mixteca, huasteca, purepecha, tolteca, e mexica (ou asteca). Essas culturas floresceram durante cerca de 4000 anos até ao primeiro contacto com europeus.

Os Astecas, em especifico, foram dizimados por Hernán Cortés entre 1519 e 1521. Na sequência o território passou a fazer parte do “Vice-Reino da Nova Espanha”. Somente em 1810 foi declarada a independência do País, e em 1824 proclamada como república.

Mas não se tratava de um país do tamanho que conhecemos hoje. Na época era maior que os Estados Unidos.

Movimentos de migração americanos, em princípio autorizados pelos mexicanos e as promessas de riquezas fizeram com que os EUA declarassem guerra (Guerra do México) e anexasse uma área imensa como punição ao México. O estopim foi a anexação do território do Texas em 1836 e anexação aos EUA. Ao final da guerra o México perdeu também as áreas conhecidas hoje como Novo México, Alta Califórnia (ou simplesmente Califórnia), Utah, Arizona, Nevada e o oeste do Colorado. Para mais detalhes veja a publicação da “Oliveiras pelo Mundo: Estados Unidos da América”. Inclusive lá contamos o que Don Quixote de Cervantes tem haver com o estado da Califórnia.

ONDE ESTÁ O MÉXICO

Dado as perdas territoriais ocorridas no século XIX, o México ficou reduzido a menos da metade do seu território original. Encontra-se aproximadamente entre os paralelos 14,97ºN e 32,70ºN.

Entre as latitudes 30º e 45º, onde as oliveiras apresentam melhor desenvolvimento, sobrou muito pouco território. A mesma faixa de latitudes também á a mais indicada no hemisfério Sul.

Território do México e projeção do paralelo 30º N

ORIGEM DA CULTURA

Falar da origem da cultura no México antigo, antes da “Guerra Mexicana”, é repetir a história das Oliveiras nos Estados Unidos da América. Melhor ainda: O que contamos na publicação sobre as Oliveiras nos EUA, na verdade aconteceu no México.

“As oliveiras foram introduzidas nos EUA logo após a fundação da Missão San Diego de Alcalá – no atual estado da Califórnia – em julho de 1769 . A missão era coordenada por frades franciscanos espanhóis liderados por Junípero Serra – que poderia ser considerado o patrono das oliveiras nos EUA…”

Vide mais em Oliveiras pelo mundo: EUA, ou em Oliveiras pelo mundo: México

Olhando apenas para o território atual do México, existe o relato de que em 1531 o Frei Martin de Valencia levou de Sevilha, Espanha, as primeiras mudas. Dessas iniciou-se a produção de azeite no México, coma maior ritmo no século XVII.

Semelhante ao que ocorreu no Brasil, a Espanha estava preocupada em ter um concorrente em sua colônia, que englobava o território hoje pertencente aos Estados Unidos. Em 1774, o rei Carlos III proibiu o cultivo da oliveira no México (toda colônia). Em 1777 foi ordenada a destruição de todas os pomares. Sobraram muitos poucos, mas que ainda produzem azeitonas.

VARIEDADES MEXICANAS

Nos EUA ao logo do tempo foram 9 variedades já citadas em nossa publicação “Oliveiras pelo Mundo: Estados Unidos da América”. Para o México ficou o reconhecimento e registro de 3 cultivares, todos de menor importância, localizados apenas em coleções particulares.

Além das oliveiras autóctones, encontramos no México os cultivares “adaptados” ao clima local. Na “Baixa Califórnia” são encontrados olivais das variedades Manzanilla e Gordal Sevilhana, que forma as primeiras variedades introduzidas visando a produção de azeitona de mesa. Posteriormente vieram as italianas Ascolana e Bourouni, também grandes e com muita polpa.

Para produção de azeite forma trazidas as variedades Arbequina (Espanha) e Pendolina (Itália).

Na região de Caborca forma plantadas variedades oriundas da Nevadillo (Espanha).

Ainda são encontrados olivais com Koroneiki – azeite (Grécia), Arbosana, Arbosana e Leccino(Itália). O grande mercado visado é dos EUA.

OLIVICULTURA HOJE NO MÉXICO

Tamaulipas – fora da área ideal de cultivo

O México visa, além do mercado interno, o crescente consumo de azeite pelo seu rico vizinho, os Estados Unidos. Em 2010 a região da província de Tamaulipas, na parte nordeste do México, implantou uma unidade de processamento de azeite (lagar), mais especificamente na cidade de Tula. O projeto financiado pelo governo começou com a plantação de 700 hectares de oliveiras em 2004. Os planos eram audaciosos, ou seja: previam 10 toneladas de azeitonas por hectare! O lagar instalado, que custou 3,6 milhões de dólares tem a capacidade de processamento de 120 toneladas de azeitonas por dia. De fato nenhum lagar opera com a capacidade máxima por um tempo muito longo. Algumas interrupções operacionais são necessárias, mais ainda que fosse possível, já existiria um problema nos números apresentados. Seriam necessários 58 dias ininterruptos de processamento e colheita para dar conta de 7.000 toneladas de azeitonas.

Sabemos que a produtividade média por hectare no México fica longe das 10 toneladas, e o projeto iniciado em 2004 não conseguiu mudar isso.

A produtividade por hectare gira em torno de 3 toneladas por hectare.

Outra questão é a alegação da adequação do local a olivicultura. Quanto ao regime de chuvas tudo bem. Mas esqueceram de avaliar a temperatura ao longo dos meses. O histórico mostra que não está nem perto do necessário em termos de temperatura mínima que é de 200 horas abaixo de 12º Celsius por ano. Vide nossa publicação: “Plantio – Parte I: Requisitos do Local”.

Outro ponto cultural a ser vencido é a soberania da cultura do milho no México.

Produção e consumo de azeite e azeitona no México

Não localizamos valores para produção de azeite nos anos de 2015 a 2017 e 2019.

RESULTADOS EM CONCURSOS

Mantemos com referência os resultados do New York International Olive Oil Competition (NYIOOC).

NYIOOC20142015201620172019
Participantes60150
Prêmios30020
Percentual de sucesso5000400

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OLIVEIRAS PELO MUNDO: MÉXICO

31 – Montenegro

Bandeira Montenegro

É um dos mais recentes países reconhecidos pelas Nações Unidas. Talvez o mais antigo mais recente!

O nome do país vem de uma referência turca a montanha. Refere-se a cordilheira dos Balcãs estendendo-se até o Mar Negro.

ORIGEM DA CULTURA

A origem da olivicultura em Montenegro é tão difícil de se determinar quanto na Croácia e outros países da região. As oliveiras mais antigas de Montenegro remontam a mais de 2.000 anos. Estudos

LOCALIZAÇÃO NA FAIXA DE LATITUDE

Montenegro está quase totalmente entre os paralelos 42ºN e 44ºN. Ou seja: totalmente dentro da faixa de latitude ideal para olivicultura. Sua capital, Podgorica, está em 42°47′N 19°28′E.

CLIMA

Todo o país até a altitude de 500m recebe ventos advindos do mar Adriático, logo com influência costeira.

OLIVICULTURA HOJE EM MONTENEGRO

Em 2018 Montenegro era o 38º país com maior área de olivais – 142 hectares, e ocupava a 30ª posição em termos de ocupação de território (0,01014%), contudo entre 2006 e 2018 o aumento da área dos olivais colhidos foi quase de 3 vezes: aumento de 178%.

Segundo a FAOSTAT:

VISÃO GERAL DA AGRICULTURA

Considerando a topografia, e talvez devido a esta, existe uma significativa variedade de culturas, como por exemplo: cítricos (costa), legumes e tabaco (centro) e criação de ovinos (norte).

Oitenta e cinco por cento dos olivais estão localizados em terrenos muito inclinados, ou ainda nos sopés das montanhas de Orjen – Região de Kotor, Lovcen – Região de Cetinje e Rumija – Região de Bar. Ainda em Bar encontra-se o distrito de Valdanos com 80.000 oliveiras, protegidas por lei.

Áreas de cultivo

Em Luštica – Região de Herceg Novi – na costa norte os olivais totalizam 20.000 árvores. No mais existem oliveiras próximo ao lago Scadar e Podgorica. Nessa última região o plantio foi intensificado a partir de 2014.

A idade média das oliveiras em Montenegro está entre 150 e 200 anos, sendo que mais de 70% tem mais de 100 anos de idade.

CONSUMO E PRODUÇÃO DE AZEITE E AZEITONA

Montenegro importa parte de seu consumo, pois sua produção é deficitária. Segundo o IOC (Internacional Olive Council) , a produção mantém-se média de 500 Toneladas ano. Mas segundo a FAO esse número é menor.

As informações relacionadas a produção e consumo de azeitona, bem como importação não são muito claras para Montenegro. Contudo é certo que:

  • O país importa azeite. Talvez 300 t por ano.
  • A capacidade de produção de azeite do país é algo em torno de 2.000 toneladas por ano.
  • Existe, timidamente, fazendas que produzem azeite orgânico.
  • Apesar da população próximo a costa ter um consumo médio per capita, o consumo em média é baixo, em torno de 0,86 litros per capita por ano.
  • O valor do azeite nacional em 2018 estava entre 8 e 15 euros o litro. Substancialmente mais caro que o dos países vizinhos.
  • Em 2018 existiam 11 usinas tradicionais e 15 novas, já com o sistema de extração em duas fases.

CULTIVARES

Mesmo com o território tão pequeno, e menor ainda o agricultável, Montenegro tem registrados 9 cultivares. Desses nove cultivares, a dois também é atribuído o registro como sendo de origem na Croácia. Ou seja: dividem a nacionalidade desses cultivares de maneira. Isso ocorre pelo longo tempo da existência da cultura nesses países e proximidade geográfica e cultural.

Além dos cultivares autóctones são cultivados em proporção bem inferior, aproximadamente 5%:

  • Picholine – França – Azeitona de mesa e azeite
  • Coratina – Italiana – Azeite
  • Leccino – Itália – Azeite
  • Arbequina – Espanha – Azeite. Essa variedade vem sendo utilizada em olivais intensivos. O primeiro olival com 1 ha foi implantado em 2016.

PARTICIPAÇÃO EM CONCURSOS

Diante dos desafios de olivais antigos, muitos necessitando de podas severas, Montenegro vem evoluindo na qualidade de seu azeite, tanto quimicamente quanto organolepticamente. Apesar disso não observamos a participação de seus azeites em concursos.

PARA SABER MUITO MAIS, ACESSE O LINK PATROCINADO

OLIVEIRAS PELO MUNDO: MONTENEGRO

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